Lembrei de um sujeito (que NÃO ATENDI) que estava sendo investigado por tortura. Era um policial penal. Ele foi detido em flagrante e confessou o crime, uma vez que as circunstâncias eram irrefutáveis.
Mas ele acreditava piamente que era um policial exemplar e que não deveria ser julgado pelo crime que cometeu, já que havia havia torturado uma pessoa "apenas uma vez".
Também houve o caso ano passado de uma mãe que entregava a filha de 3 anos para o próprio marido, com o objetivo de filmar atos indescritíveis, satisfazer-se sexualmente e vender os vídeos na Internet. Foi denunciada pelo seu próprio amante, que mexeu em seu celular sem permissão e encontrou as gravações.
Ao ser abordada por um repórter, ela disse "Você pode fazer tudo certo a vida toda, mas basta cometer apenas UM ERRO que você será julgada como monstro".
Existe um termo precioso para descrever pessoas assim: ENSIMESMADA. Os psicopatas e sociopatas são assim.
Uma pessoa tão profundamente imersa em si mesma que não consegue compreender o efeito de suas atitudes sobre os outros.
Pessoas assim têm o caráter corrupto por natureza, uma vez que sempre advogarão pela própria vantagem, incapazes de reconhecerem e respeitarem outras pessoas como seres humanos sencientes.
Torcedores noruegueses sentados em fileiras, braços em sincronia, simulavam uma remada coletiva. Comemoração que chegou até o campo de jogo com os jogadores fazendo desse mesmo jeito, liderados pelo meia Martin Ødegaard. Mas a imagem abriu uma discussão maior. Por que outros países nórdicos não se utilizam tanto da estética viking como forma de orgulho nacional?
A chamada “remada viking” ganhou forma antes da Copa com Ole Frøystad, professor de ensino fundamental conhecido como Senhor Row Row. Inspirado na força do canto do Rosenborg no Estádio Lerkendal, ele levou a ideia à associação de torcedores noruegueses, que transformou o gesto em marca da seleção.
Para entender a tensão, é preciso começar pelo básico: “viking” não era uma nacionalidade. Não existia uma “nação viking”. O termo aparece ligado a atividades marítimas, como viajar, comerciar, pilhar, colonizar e guerrear fora da Escandinávia. Os vikings vinham de áreas hoje associadas principalmente à Noruega, Dinamarca e Suécia. Mas a Escandinávia medieval não era um bloco homogêneo. Havia chefes locais, agricultores, artesãos, comerciantes, navegadores, guerreiros, pessoas livres e pessoas escravizadas.
A imagem popular reduziu esse mundo a homens armados, loiros, violentos e com capacetes de chifres. A própria arqueologia desmonta parte desse clichê. O Museu Nacional da Dinamarca afirma que há apenas um capacete preservado da Era Viking, encontrado na Noruega, e ele não tinha chifres.
Ao mesmo tempo, a versão heroica também é incompleta. Os vikings não foram apenas aventureiros, exploradores ou ancestrais corajosos. Eles foram uma sociedade marítima sofisticada, mas também marcada por hierarquia, escravidão, pilhagem e violência.
O fascínio tem base histórica. Os navios vikings eram leves, rápidos e adaptados tanto ao mar aberto quanto a rios e águas rasas. Essa tecnologia ajudou a conectar regiões distantes e permitiu viagens, ataques, comércio e assentamentos em áreas muito diferentes. Vikings ligados ao espaço norueguês tiveram papel importante na expansão pelo Atlântico Norte, em áreas hoje da Islândia, Groenlândia, Ilhas Faroe, Escócia e Irlanda.
Um ensaio fotográfico da seleção também exemplifica como a Noruega exalta esse passado e o leva para além da remada, dos museus e do turismo. Ao vestir jogadores com roupas, escudos e machados inspirados no imaginário viking, a campanha misturou esporte, patrimônio, marketing e orgulho coletivo, aumentando a sensação de que ignoram o lado negativo dessa história.
Mas a violência não foi só um detalhe. O ataque ao mosteiro de Lindisfarne, em 793, é lembrado como um marco simbólico da Era Viking e causou choque na Europa cristã. Cerca de 100 homens invadiram o local, destruíram as estruturas, sequestraram e abusaram sexualmente de mulheres, além de causarem diversas mortes. O Museu Nacional da Dinamarca afirma que escravizados, chamados “thralls”, estavam entre as mercadorias mais importantes negociadas por vikings, capturados sobretudo em expedições à Europa Oriental e às Ilhas Britânicas.
A reação nos outros países nórdicos à “remada norueguesa” mostrou que o símbolo também produz ruídos regionalmente. Jogadores suecos, como o zagueiro Victor Lindelöf, trataram a remada com distância e ironia. Na Dinamarca, jornalistas classificaram a festa norueguesa como algo incômodo e reducionista para a cultura nórdica.
A diferença com a Suécia é central. A Suécia não apaga os vikings. A Suécia tem museus, objetos, pedras rúnicas, sítios arqueológicos e turismo histórico. Mas a Suécia costuma tratar esse passado de forma menos épica. A narrativa sueca também destaca conquistas de rotas comerciais, mas lida de forma mais crítica com o passado violento desses grupos. A Suécia tende a ser mais crítica com o passado violento desses grupos, não tratantando como um “mito fundador”.
Ainda há uma camada político-partidária nessa relação. Símbolos nórdicos, runas e referências vikings já foram usados por grupos supremacistas brancos e de direita.
Essa apropriação não significa que todo uso de símbolos vikings seja extremista. Uma torcida fazendo uma remada não é, por si só, um ato ultranacionalista. Mas a história recente mostra que imagens nórdicas podem ser deslocadas para discursos de pureza da raça, pureza do sangue, masculinidade guerreira e exclusão social e racial.
Por tudo isso, quem busca estudar o passado desses grupos, passa a tratar os vikings com mais cuidado. Portanto, a remada norueguesa não celebra diretamente saques, abusos sexuais, escravidão ou massacres. Mas ela se apoia em uma memória seletiva, como quase toda memória de formação nacional. O que torna compreensível que algumas pessoas se incomodem com isso.
#Noruega #Suécia #Viking #Identidade #Mundial2026
BEM-VINDO, 𝗚𝗨𝗜𝗟𝗟𝗘𝗥𝗠𝗢 𝗠𝗔𝗥𝗜𝗣Á𝗡! 😍✍
Zagueiro de 32 anos é o novo reforço do Clube do Povo! Após nove temporadas consecutivas no futebol europeu, atuando com destaque em La Liga, Ligue One e Série A, capitão da seleção chilena assina com o Inter até 2028. 🇦🇹🫱🏼🫲🏽🇨🇱
Rodrigo Capelo desmontou a narrativa que tomou conta das redes nas últimas semanas sobre a CazéTV.
Quando a Copa começou, a CazéTV era a desafiante que venceu a Globo e dominou os direitos de transmissão.
Duas semanas depois, virou vilã por exibir propaganda de Bet.
Capelo reconhece que a CazéTV às vezes passa do ponto na divulgação de patrocinadoras de apostas. Mas aponta a seletividade da indignação.
"NSports, SBT e Globo, todas as emissoras que estão transmitindo a Copa têm anunciantes do segmento de apostas."
E vai além. A Globo não é apenas anunciante de casas de apostas. Ela é sócia.
"A Globo é sócia da MGM, cassino de Las Vegas. Criaram a Bet MGM no Brasil, da qual a Globo é parte de uma joint venture. Quando você vê a propaganda na Globo, ela tá divulgando uma empresa da qual ela tem participação societária."
O SBT também já falou em planos de lançar produto próprio de apostas com a marca Todos Querem Jogar.
A casa de apostas foi liberada no Brasil em 2018.
A regulamentação só veio entre 2023 e 2025.
Capelo lembra que isso não é novidade para quem acompanha o mercado esportivo.
"Só agora as pessoas resolveram se indignar."
E aponta o motivo: ano eleitoral. Políticos que não participaram do processo regulatório quando deveriam agora usam o tema para discurso de palanque.
"Se quiser tratar desse assunto com seriedade, o Brasil pode fazer como a China, que proibiu toda publicidade, ou a Inglaterra, que tirou as casas dos principais clubes e da mídia."
A conclusão é direta: focar a campanha numa figura específica, o Casimiro, é fazer espuma sem tratar do que realmente importa.
Você acha que a indignação com a CazéTV é legítima ou seletiva?
🎙️ Rodrigo Capelo — Estadão Esportes
https://t.co/7Z8wsTBKf1
#CazéTV #Bet #Copa2026 #Globo #SBT #mídia #política #marketingesportivo
Desde o começo da Copa do Mundo me incomodei com o delay da @CazeTVOficial em relação à TV aberta. Por isso criei o ZeroDelay
Dá pra reduzir o delay em até 80%. Só abrir e instalar no navegador, DE GRAÇA:
https://t.co/oyopTNJMgx
⚖️ A LEI É PRA TODOS
Após o CONAR emitir uma liminar contra as propagandas abusivas de bets ocorridas na CazéTV, estou requerendo que todas as outras emissoras também sejam alvo do devido escrutínio.
É notável que a CazéTV ultrapassou limites.
Mas queremos saber se Globo, SBT, canais por assinatura e as próprias bets também estão respeitando a legislação vigente, a regulamentação da publicidade de bets e o código de Defesa do Consumidor.
Pois a realidade é que as bets estão impregnadas no futebol e na televisão. E, tendo em vista a quantia de anúncios veiculada todo santo dia, acho improvável que apenas a CazéTV tenha praticado alguma forma de publicidade abusiva.
A lei tem que valer pra todos. Tem que valer pra CazéTV, pra Globo, pro SBT, pras bets, pros canais abertos, por assinatura e pros canais da internet. E, pra isso, precisamos de fiscalização.
Infelizmente é impossível a Alemanha perder uma disputa de pênaltis com MANUEL NEUER em sua baliza.
O nosso Paraguai até tentou, mas não deu. Grande campanha!
Oiiiii, sou eu de novo! Na verdade.......... somos nós!!!!!! Sempre! 💚💛💚💛
Que orgulho!!!!!! Mais uma vez, quebrando o recorde mundial. 21 milhões de vezes, obrigado!!!!!!!
Seguiremos, por maissss! Essa comunidade é incansável no quesito fazer história.
E anota aí mais um capítulo lindo: a maior live da história do YouTube é de vocês, é nossa, de novo!
Brasillllllllllllll no topo! 🇧🇷🏆😍