Apesar da crítica estar totalmente errada (O que os lunáticos do WEF estão falando é basicamente considerar ativos naturais como "patrimônio da humanidade", o que deve, surpreendemente, ser administrado e conservado como um....patrimônio), acho engraçado como as pessoas, mesmo alguns economistas, ainda pensam pela lógica totalmente quebrada de "bens públicos" e "bens livres", mesmo esse conceito sendo totalmente horrível.
A ideia de “bem livre” parece fazer sentido apenas enquanto você ignora completamente a dinâmica dos processos de mercado. Nos livros introdutórios, o ar que respiramos aparece sempre como o exemplo clássico. Algo tão abundante que ninguém precisa economizar. Logo, conclui-se, ele está fora do domínio da economia, pois não é um bem "escasso". Mas essa conclusão ignora o que é realmente o conceito econômico de escassez e a dinâmica dos bens naturais. Mesmo o ar que respiramos pode virar um bem de consumo privado a depender dos fins relativos que damos para tal bem enquanto sociedade.
Um episódio histórica da Inglaterra Vitoriana ilustra bem o ponto.
No final do século XIX, o químico escocês Robert Carter Moffat apresentou ao público um dispositivo chamado Ammoniaphone. A ideia comercial de Moffat era literalmente engarrafar ar puro do interior, vender como "ar italiano", como uma forma de tratamento médico. Mas por qual razão essa loucura? As cidades da Inglaterra durante a Revolução Industrial chegaram a ter uma qualidade do ar tão baixa que o ar puro que respiramos, que todos tomam como dado, virou algo escasso.
Em 1885, Moffat chegou a organizar um concerto em Londres onde os cantores teriam usado esse ar artificial antes de se apresentar, sob a justificativa médica de que o ar puro melhora a voz. O dispositivo era comercializado para cantores, oradores, professores, clérigos e parlamentares.
O ar só parece um bem livre porque normalmente é abundante. Mas basta alterar as condições, para que ele se torne imediatamente um bem econômico. No momento em que alguém prefere “ar alpino” ao ar de uma cidade industrial, ou “ar puro” ao ar poluído, surge uma hierarquia de valor que permite a privatização do bem.
Na verdade, o episódio vitoriano é apenas uma versão primitiva de algo que vemos hoje em escala muito maior. Em cidades altamente poluídas na China, empresas já vendem cilindros de oxigênio ou ar comprimido provenientes de regiões montanhosas.
Porém, tornar o ar algo comercial é algo totalmente ineficiente? Não necessariamente, as pessoas podem racionalmente aceitar esse trade-off.
Cidades com ar mais poluído tendem a ter aluguéis mais baratos do que cidades com ar mais limpo, tudo o mais constante, e possuem mais possibilidades de emprego por causa da concentração industrial. Se uma cidade tem pior qualidade ambiental, ela precisa compensar de alguma forma, normalmente com moradia mais barata, salários mais altos ou outras vantagens. Em equilíbrio, as pessoas se distribuem entre cidades diferentes até que os pacotes de características fiquem aproximadamente equivalentes para o morador marginal.
Ou seja, o ar sujo já está “precificado”, mesmo que ninguém esteja vendendo ar diretamente.
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Ludwig von Mises was born 144 years ago today. His economic masterpieces are as relevant and powerful today as when they were written. Mises still is the most eloquent voice against socialism. | @AlanMosleyTV
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Dobré ráno, dnes je Den daňových poplatníků!
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Si Milei continúa de esta manera, arruina la reputación de Libertarios alrededor del mundo nos veremos lamentablemente con él. La dura advertencia ⚠ de Hoppe hacía Milei.
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