O que me incomoda na sabatina do Renan Santos no O Globo é que parece que o objetivo dos jornalistas é colocar o candidato contra a parede, e não necessariamente ajudar o eleitor a entender suas propostas. Se o KPI é “colocar em saia justa”, o jornalista vai naturalmente gastar tempo forçando declarações infelizes, como no caso do Arthur e das ucranianas, em vez de explorar questões mais importantes sobre projetos e políticas públicas. E fica chato para gente, deselegante com candidato e parecem que jornalistas são chatões.
Na minha visão, o KPI deveria ser outro: quanto de clareza a sabatina conseguiu extrair sobre os planos e a capacidade de execução do candidato. Quais são as prioridades? Quanto custa? De onde vêm os recursos? O que é viável? O jornalista deve, sim, pressionar e confrontar, mas o objetivo deveria ser testar a consistência das propostas e deixar o eleitor mais informado — não simplesmente produzir um momento de constrangimento.
'CHAMA O NERY' 🗣️ O colunista Pedro Fernando Nery (@pfnery ) analisa os planos de governo dos candidatos para as contas públicas
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Esse vídeo da Tabata Amaral é o retrato do que ela se tornou como política.
Triste pensar no potencial que ela tinha e no que virou, caminhando cada vez mais para o jeito Nikolas Ferreira de fazer política.
Não que o Renan Santos e o MBL sejam baluartes da luta feminista ou defensores dessas pautas, mas esse vídeo é de um estelionato eleitoral grotesco.
Cortes curtos que tiram falas de contexto e não refletem a realidade.
Má-fé pura, e ela sabe disso.
Um conteúdo que faria inveja aos maiores criadores de desinformação do antigo "gabinete do ódio". Devem estar aplaudindo.
💫 🇧🇷 Em suas considerações finais no Jornal Nacional, Renan Santos faz discurso em defesa do Brasil e de um projeto de país: “Acredite em mudar o seu destino.”
Inacreditavelmente o Renan Santos está sendo desprezado por ter falado que o Brasil deve ter armas nucleares nas próximas décadas. Em off tanto os esquerdistas quanto os bolsonaristas bebedores de detergente sabem que isso que ele falou é algo de extrema importância.
Camisa xadrez, barba cuidadosamente descuidada, cigarro entre os dedos e uma biblioteca ao fundo. Ele passou tantos anos explicando que ninguém nasce criminoso que começou a tratar como obscena a hipótese de que algumas pessoas, depois de todas as explicações sociológicas disponíveis, continuem escolhendo cometer crimes.
É um humanismo muito confortável. O homem jamais pode ser mau; foi o contexto. O ladrão não assalta; foi abandonado pelo Estado. O traficante não domina território; ocupa um vazio institucional. E se continuou traficando depois da escola, do livro e do programa social, deve ser porque ainda faltou algum seminário.
A vantagem dessa filosofia é que ela funciona magnificamente dentro de uma sala onde ninguém está armado. O acadêmico pode acreditar na infinita regeneração humana porque mora precisamente no pedaço da cidade em que porteiro, câmera, polícia, condomínio e dinheiro o protegem das consequências práticas da própria antropologia.
Ele não espera que o bandido se entregue à polícia. Espera algo mais sofisticado: que o conceito de bandido desapareça antes do bandido.
E assim o mundo cruel vai sendo suavizado pela linguagem. Crime vira fenômeno social, violência vira vulnerabilidade, território dominado vira comunidade e medo vira preconceito. No fim, a única pessoa cuja intenção moral precisa ser investigada é justamente aquela que sugere enfrentar quem produz a violência.
É uma extraordinária divisão social do trabalho: o pobre convive com o criminoso; o acadêmico escolhe como o criminoso deve ser chamado.
Quem tem mais de 2 neurônios sabe q a bomba atômica é um instrumento de defesa n de ataque
A menos q a gente queira ficar refém dos desmandos dos EUA e China ou até de uma invasão, temos q ter uma bomba
#RenanNaGlobo
📢 Sabatina de Renan Santos no O GLOBO
Em 27/08 às 10:30, teremos uma Sabatina de Renan Santos que será transmitida pelo O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN
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🇧🇷 📚 Renan Santos não xingou Lula nem Flávio Bolsonaro nenhuma vez durante a sabatina do Jornal Nacional e concentrou-se em apresentar seu plano de governo para o Brasil.
O Renan Santos na Globo dando entrevista, gerando centenas de cortes para a web, aí o Flávio Bolsonaro vai lá e grava um vídeo apoiando o Eduardo Cunha, que foi condenado a 16 anos de prisão pela lava jato.
É inacreditável esse cara ter 30% nas pesquisas..
O Brasil tem procurado presidentes dentro dos mesmos padrões há décadas. O pai dos pobres. O homem forte. O conciliador. O gerente. O mito. O sujeito que abraça, que emociona, que fala simples, que parece próximo. Mudam os personagens, muda a embalagem, mas o padrão permanece: escolhemos presidente como quem escolhe apresentador de auditório.
Queremos voz grave, bordão, lágrima no canto do olho e alguma frase sobre o povo brasileiro. Depois entregamos ao escolhido a oitava maior economia do mundo, 200 milhões de habitantes, um Congresso de psicopatas funcionais e um Orçamento que parece escrito por Kafka bêbado.
Aí aparece Renan Santos.
Ele quebra o padrão.
Não cabe diagnosticar Renan pela televisão como autista, superdotado ou neurodivergente. Mas uma coisa a sabatina tornou impossível esconder: há ali uma cabeça funcionando numa velocidade e, principalmente, numa largura incomuns na política brasileira.
Renan não responde assunto. Ele entra no sistema operacional do assunto.
Fala de crime e aparecem Código Penal, território, cadeia, facção, financiamento e Estado. Fala de Previdência e surgem demografia, dívida, produtividade e orçamento. Fala de geopolítica e, cinco minutos depois, estamos discutindo soberania, energia, defesa e bomba atômica. Você pode achar tudo maravilhoso ou completamente maluco. Mas existe pensamento.
Desde Ciro Gomes não aparecia numa eleição presidencial alguém com essa capacidade enciclopédica de circular por economia, Direito, administração pública, segurança, infraestrutura e relações internacionais sem parecer estar recitando a apostila que o assessor entregou vinte minutos antes. Ciro também sofria desse pecado imperdoável: sabia coisas demais.
A política odeia o sabichão.
Porque o sabichão rompe outro padrão brasileiro: o da inteligência domesticada. O político pode ser esperto, malandro, habilidoso, bom de voto, bom de palanque. O que incomoda é o sujeito que demonstra saber demais, que conecta demais, que pergunta demais.
Enquanto os profissionais da popularidade treinam a frase de quinze segundos, o chato quer saber quanto custa, quem paga, qual é a lei, qual é o precedente e onde essa porcaria vai quebrar daqui a vinte anos.
Superdotação não é simplesmente ter um QI de desenho animado. É um modo de funcionamento marcado por aprendizagem extraordinariamente rápida, capacidade de abstração, curiosidade intensa, conexões incomuns e mergulho quase obsessivo em determinados problemas. No Brasil, a denominação oficial reúne Altas Habilidades ou Superdotação, embora existam diferentes perfis dentro desse enorme guarda-chuva.
A ironia é monumental.
Para ser presidente você precisa saber um pouco de guerra, petróleo, juros, Direito Constitucional, saneamento, epidemiologia, educação, agricultura, tecnologia, polícia, diplomacia e psicologia de deputado federal. Mas nosso padrão eleitoral continua premiando a capacidade de parecer normal e desconfiando da capacidade de compreender o anormalmente complexo.
Pode-se rejeitar Renan por suas ideias. Deve-se, inclusive. Democracia serve para isso. Você pode achar sua política criminal brutal, sua visão internacional perigosa, suas propostas econômicas equivocadas ou seu passado político intragável.
Mas chamar o sujeito de despreparado depois de ouvi-lo discutir tudo isso produz outro diagnóstico. Não dele.
Do crítico.
Porque negar competência cognitiva evidente deixa de ser divergência ideológica e vira desonestidade intelectual. Ou pior: revela aquele antigo ressentimento brasileiro contra quem estudou a matéria.
A realidade, infelizmente, também tem padrões.
A inflação sabe matemática. A dívida conhece juros compostos. O crime organizado entende logística. A corrupção domina incentivos. O déficit público obedece causalidade. Esses padrões não mudam porque o presidente tem carisma, ganhou um apelido simpático ou sabe beijar criança no colo.
A realidade não vota.
Ela cobra.
É extremamente alto a chance de renan ir pro segundo turno.
Povao não politizado que assistiu a entrevista no jornal nacional ontem votara nele.
ANOTEM AI.
Nao conhecia e subestimei totalmente a capacidade retórica de Renan.
Demorou, mas apareceu um candidato que também sonha com aquele "tal país do futuro" que ouvimos desde pequeninhos. A diferença é que ele acredita e montou uma proposta muito extensa para alcançar (o Livro Amarelo).
A sabatina da Globo com o Renan Santos foi boa. O papel do jornalismo em eleições é ser desconfortável.
Mas a resposta dele sobre o tema “Bukele” foi uma das maiores “amassadas” que eu já vi no debate público recentemente.
Ambos os jornalistas ficaram desconcertados.
Brutal.
É fascinante a capacidade da GloboNews de transmitir direto da Noruega sem sair do Jardim Botânico. O figurino mental é Gucci, a maquiagem institucional é Chanel e o país diante delas parece uma democracia escandinava onde o cidadão deposita a bicicleta na calçada e o Supremo funciona como relógio suíço.
Daí Julia Duailibi explica que “o brasileiro é pacífico”. Qual brasileiro? O Brasil teve 52.391 homicídios estimados em 2022. Talvez seja pacífico o Brasil que chega de carro blindado, passa pela portaria, sobe pelo elevador privativo e discute violência depois que a produção retoca o pó.
O mesmo acontece com a “decisão judicial você cumpre e recorre”. É a descrição do Estado de Direito na apostila. Só falta explicar o que acontece quando a própria discussão é justamente sobre os limites de quem decide, sobre competência, abuso e ausência prática de instância capaz de conter quem está no topo da pirâmide.
Esse é o vício dessa elite jornalística: confundir o Brasil protegido em que vive com o Brasil sobre o qual fala. Renan pode estar certo ou errado sobre bomba atômica, STF ou qualquer outra coisa. Mas, antes de diagnosticar o candidato como perigoso, talvez fosse interessante conferir se o país pacífico, moderado e institucionalmente exemplar da bancada existe fora do estúdio.
Seria a Noruega?
Não. É o Brasil com maquiagem Chanel.
Renan Santos já venceu. Mesmo que perca as eleições.
Sua Missão é inevitável. Necessária.
Rompe a mesmice. Enfrenta a picaretagem. Derrota o populismo.
Olha para a frente. Pauta o futuro da democracia.
Não é sobre direita ou esquerda. É sobre a moral. Ter ideal.
Sonhar.