Goste-se ou não de Deltan Dallagnol, concorde-se ou não com suas posturas como procurador ou político, o pavor do sistema de que ele seja eleito senador e defenda impeachment de ministros do STF é tão evidente quanto a sede de vingança.
Floriano de Azevedo, aliado de Alexandre de Moraes, antecipou “efeitos que a lei e a resolução reservam ao plenário”, afirmou o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ao liberar a candidatura de Dallagnol no dia da eleição.
Ao longo da corrida eleitoral, a campanha do candidato do partido Novo no Paraná foi suspensa e prejudicada por decisões autoritárias que conseguiram extrapolar o autoritarismo da decisão anterior do TSE de cassar seu mandato de deputado federal.
Na ocasião, o TSE presidido por Moraes usou a alegação absurda de “fraude à lei”, embora a lei só previsse inelegibilidade a membros do Ministério Público que pedem exoneração quando já existe um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) aberto contra si, o que não existia no momento.
Contra Dallagnol, havia apenas reclamações disciplinares, limitadas a fases apuratórias prévias à formalização de PAD. Ou seja, ele foi punido por alegado drible a reclamações que poderiam, talvez, quem sabe, virar processo um dia, mas que depois, contrariando a hipótese futura que embasou a punição anacrônica, acabaram sendo inteiramente arquivadas no mundo real.
O autoritarismo da punição anacrônica se agrava precisamente quando se decide mantê-la mesmo após o descarte formal da hipótese futura que lhe serviu de fundamento. A decisão carecia de base fática quando foi tomada e agora carece até de base formal. Mas o desejo de retaliação prescinde de apego a esses detalhes. Os vingadores agem conforme a conveniência, reescrevendo passado, presente e futuro.
Master pagou R$ 33 milhões ao escritório de Dalide Corrêa, citada em diálogos de diretores do banco como “canal direto com o STF”.
Informação consta em documento de auditoria interna feita pelo BRB, encontrado pela PF e noticiado pelo Estadão.
Dalide era a “faz-tudo” de Gilmar entre 2009 e 2017, seja na assessoria legislativa do STF durante sua presidência, seja na direção do IDP.
A advogada negociava patrocínios com a J&F, dos irmãos Batista, para a faculdade da qual o ministro é sócio-fundador.
Em dois anos, o IDP recebeu R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 650 mil foram devolvidos após a delação de Joesley Batista ter se tornado pública.
Quando estourou o escândalo, Gilmar tratou de isolar Dalide.
O grupo de Daniel Vorcaro, pelo visto, não achava que ela estava tão isolada assim.
****
O documento do BRB também aponta que, em 2024, o Master pagou R$ 40 milhões ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que, como se sabe hoje, tinha contrato no valor total de R$ 131 milhões com o banco.
Fica evidente que Vorcaro buscava canais (ou janelas de WhatsApp) com o STF.
Moraes, interlocutor do banqueiro, agora tenta escapar de investigação com ajuda de Gilmar.
Atenção, leia com muita atenção essas palavras: hoje, Kassio Nunes Marques se considerou impedido de votar no caso Moraes/Master, mas o próprio Alexandre de Moraes não. Isso é o resumo dessa ópera bufa.
Moraes, em 2025, sobre “crime achado”:
“Se você encontra outros crimes, o que você vai fazer? A polícia vai simplesmente ignorar os demais crimes?”
Ele citou jurisprudência ao defender o “encontro fortuito de provas”, até em celular - como surgiria contra si no de Vorcaro.
Zanin o considerou “absolutamente legítimo para se instaurar uma nova investigação e eventualmente gerar uma outra acusação”.
Ambos, então, vão votar para investigar Moraes? Pergunta retórica, claro.
Assista ao vídeo.
Subida de juros por unanimidade com RCN no comando, a Greisi: “deliquente, sabotador, agente do mercado financeiro”.
Subida de juros por unanimidade com Galípolo no comando, a Greisi: “a taxa de juros tá fora de lugar, mas o Galípolo, coitado, não tinha o que fazer. Paciência.”
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Nazistas bloqueando a entrada de judeus na universidade de Viena, 1938. Jornalistas da Globo teriam dito aos bloqueados: “ordem de juiz se cumpre. Se não concorda, entra com recurso”.
Para tudo! O @alexandre agora desconsidera a personalidade jurídica de uma empresa para que ela pague pela suposta dívida de outra, só pq ambas tem @elonmusk como sócio. A insegurança jurídica causada por AM está fazendo do Brasil terra sem lei. Onde está @rodrigopacheco ?
Não não não. Acabei de ler despacho do satanás e ele não suspendeu o item 3 da decisão.
No Brasil, você pode ser usuário de VPN, mas se for pego usando o X por VPN a multa de 50.000,00 reais por dia continua.
Pergunta: Os assessores do Moraes vão poder acessar o X por VPN pra fiscalizar?
Conclusão: é melhor ser usuário de drogas no Brasil.