O que realmente estava em jogo naquele embate no STF.
Mendonça rebate Gilmar, diz que Master não é Lava Jato e compara à máfia
O ponto central daquele embate não foi vaidade togada.
Foi uma disputa sobre o próprio foco do julgamento e algumas indiretas aos colegas de toga.
Gilmar Mendes tentou trazer para o centro da discussão os fantasmas da Lava Jato. André Mendonça fez questão de repetir, uma vez após a outra, quase como quem finca uma placa no chão para impedir qualquer desvio de rota: isso aqui não é Lava Jato.
E ele repetiu porque sabia exatamente o que estava fazendo.
Quando tudo passa a ser interpretado pela lente da Lava Jato, o debate muda de lugar. Sai dos fatos concretos e entra em uma disputa sobre memórias, excessos, precedentes e traumas políticos.
O problema é que, segundo Mendonça, o que estava diante da Turma não era uma discussão abstrata sobre métodos de investigação.
Era uma investigação envolvendo uma das maiores fraudes financeiras da história do país.
E foi exatamente por isso que ele insistiu tanto.
Na visão apresentada por ele, não se tratava apenas de crimes financeiros praticados dentro de escritórios sofisticados, salas de reunião ou gabinetes corporativos.
O quadro descrito pela investigação era muito mais grave.
Falava-se em lavagem de dinheiro.
Falava-se em prejuízos ao sistema financeiro.
Falava-se em tentativa de dilapidação de recursos ligados ao sistema de garantia financeira.
Falava-se em obstrução de investigações.
Falava-se em intimidação de testemunhas.
Falava-se em policiais envolvidos.
Falava-se em operadores externos.
Falava-se em indivíduos armados.
Falava-se em métodos que, segundo suas próprias palavras, ultrapassavam os contornos tradicionais do chamado crime do colarinho branco.
Por isso a repetição constante.
Não era Lava Jato.
Não era uma rediscussão de capítulos do passado.
Era este caso específico.
Era sobre os elementos que estavam nos autos.
Era sobre os fatos que, segundo ele, precisavam ser enfrentados sem distrações.
Outro aspecto que chamou atenção foi o tom pessoal adotado por Mendonça.
Em diversos momentos ele procurou afastar a ideia de que estivesse agindo por pressão política, pressão midiática ou interesse pessoal.
Fez questão de lembrar que não busca exposição pública.
Que não age para agradar imprensa.
Que não tem interesse em protagonismo.
Que não vê prisão como instrumento de espetáculo.
Talvez a parte mais relevante de toda sua fala tenha sido justamente quando afirmou que levou anos para decretar sua primeira prisão como ministro.
Não foi uma frase jogada ao acaso.
Foi uma tentativa de demonstrar que, em sua visão, medidas cautelares extremas devem ser excepcionais.
Que prisão não é prêmio.
Não é troféu.
Não é demonstração de força.
É uma medida grave.
Pesada.
E que só se justifica diante de circunstâncias igualmente graves.
Ao mesmo tempo, Mendonça também procurou responder diretamente às críticas que surgiram ao longo da investigação.
Defendeu a atuação da Polícia Federal.
Defendeu a condução do processo.
Defendeu as decisões já tomadas.
E demonstrou forte incômodo com aquilo que descreveu como tentativas de desacreditar investigadores, desacreditar provas e enfraquecer a credibilidade da apuração.
Foi nesse contexto que surgiu uma das frases mais importantes de toda a sessão.
Quando afirmou enxergar movimentos destinados a criar vícios processuais.
Quando disse estar acompanhando certos movimentos.
Quando afirmou que não era cego ao que estava acontecendo.
A mensagem parecia clara.
Na sua visão, havia uma disputa paralela ocorrendo fora dos autos.
Uma disputa para transformar o foco do julgamento.
Uma disputa para deslocar a atenção dos fatos investigados para a própria investigação.
E foi justamente contra isso que ele reagiu.
Por isso repetiu tantas vezes que não se tratava da Lava Jato.
Porque, para ele, a questão central não era discutir capítulos passados da história judicial brasileira.
Era analisar aquilo que estava diante do tribunal naquele momento.
No fim das contas, o que se viu naquele plenário foi muito mais do que uma divergência jurídica.
Foi um choque entre duas formas distintas de enxergar o julgamento.
De um lado, a preocupação com os métodos e com os riscos de repetição de erros do passado.
Do outro, a insistência de André Mendonça em manter o foco nos fatos concretos apresentados pela investigação.
E talvez seja exatamente por isso que ele repetiu tantas vezes a mesma frase.
Porque, em sua avaliação, quando o debate abandona os fatos e passa a girar apenas em torno de narrativas, corre-se o risco de perder de vista aquilo que realmente precisa ser esclarecido.
As ameaças.
A obstrução.
A lavagem de dinheiro.
A infiltração criminosa.
Os indícios reunidos pela investigação.
As conexões ainda em apuração.
Mendonça deixou claro que sua preocupação não era proteger narrativas, mas garantir que os fatos fossem investigados até o fim.
Se existem inocentes, que sejam absolvidos.
Se existem culpados, que sejam responsabilizados.
Mas que a verdade seja apurada por completo.
Porque nenhum caso dessa dimensão pode ser encerrado antes que todas as perguntas sejam respondidas.
🚨 GRAVÍSSIMO!
Se as informações apresentadas por Flávio Bolsonaro estiverem corretas, estamos diante de uma denúncia que exige ESCLARECIMENTOS IMEDIATOS.
A alegação é de que documentos oficiais teriam apresentado divergências entre datas, metadados e registros digitais.
Em qualquer democracia séria, uma denúncia dessa magnitude não pode ser ignorada, abafada ou tratada como algo trivial.
A questão não é quem está denunciando.
A questão é simples: os fatos apresentados são verdadeiros ou não?
Se forem falsos, que sejam refutados tecnicamente. Se forem verdadeiros, o Brasil está diante de um episódio de extrema gravidade institucional.
A transparência não pode valer apenas para alguns.
Quem exerce poder também deve prestar contas.
A sociedade merece respostas.
E respostas baseadas em provas, não em narrativas.
ACORDA BRASIL 🇧🇷
SIGA PARA MAIS ANÁLISES E INFORMAÇÕES.
A Suprema Corte de Cassação da Itália acaba de impor uma das mais duras derrotas internacionais já sofridas pela Justiça brasileira.
Em uma sentença histórica, a mais alta corte criminal do país anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli e determinou sua libertação imediata, concluindo que havia elementos concretos capazes de comprometer a imparcialidade do processo que levou à sua condenação no Brasil.
Os magistrados italianos concluíram que Alexandre de Moraes acumulou funções incompatíveis com as garantias fundamentais exigidas em um Estado de Direito. A decisão descreve uma situação em que o mesmo magistrado aparece simultaneamente como pessoa atingida pelos fatos investigados, responsável por medidas cautelares, participante das decisões de mérito, emissor de ordens de prisão e agente envolvido em etapas posteriores da execução processual.
Para a Corte italiana, essa sobreposição de funções é suficiente para gerar dúvidas objetivamente justificadas sobre a imparcialidade do julgador.
Os juízes afirmam que houve uma “macroscópica violação do direito de defesa” e que a ausência das garantias de imparcialidade comprometeu o núcleo essencial do devido processo legal. Em outro trecho contundente, a Corte conclui que ocorreu a violação de uma garantia constitucional fundamental e irrenunciável, tornando inviável a entrega de Carla Zambelli ao Estado brasileiro.
A Corte não analisou a inocência ou a culpa da ex-deputada nem revisou o mérito das acusações. O que decidiu foi algo igualmente grave - o processo apresentado pelo Brasil não oferecia garantias suficientes para justificar uma extradição internacional.
O significado histórico da decisão é inequívoco. Uma Suprema Corte europeia rejeitou formalmente uma extradição ao Brasil por entender que garantias fundamentais de imparcialidade judicial foram comprometidas.
A discussão sobre os limites do poder exercido por Alexandre de Moraes acaba de deixar de ser um debate exclusivamente brasileiro. Agora, tornou-se também uma questão examinada por uma das mais importantes cortes de justiça da Europa, graças ao trabalho dos advogados italianos Pieremilio Sammarco e Angelo Alessandro Sammarco.
GloboNews metendo o pau em Moraes
Demétrio Magnoli: “Quando EUA, Espanha e Itália, sistemas judiciais, não governos, negam pedidos de extradição do Brasil, o problema não está neles. O problema é negar a realidade: há violação de Alexandre de Moraes no devido processo no STF. Não é só no caso Zambelli, mas no processo geral dos bolsonaristas. O ponto é que um juiz acumula vítima, investigador e julgador. Isso fere a democracia.”
As informações divulgadas pela imprensa precisam ser investigadas com rigor.
Se as operações associadas a Daniel Vorcaro envolveram também pagamentos de R$ 500 mil mensais a Ciro Nogueira, R$ 155 milhões a Davi Alcolumbre e R$ 78 milhões a Flávio Bolsonaro, a sociedade tem o direito de saber exatamente o que ocorreu, qual a origem desses recursos e qual a justificativa para essas transações.
Transparência não pode ser seletiva. Quando há suspeitas dessa dimensão, é dever das autoridades apurar os fatos e apresentar respostas à população.
⚠️ Internautas de extrema-direita voltaram a viralizar vídeo da petista Deolane Bezerra cozinhando em sua mansão. Detalhe para as diversas malas cheias de dinheiro vivo na bancada.
🚨BOMBA DO DIA/RETWEETS SÃO URGENTES: O Sen. @renancalheiros (MDB-AL) acabou de afirmar que possui acesso aos documentos comprovando que o Presidente @HugoMottaPB (REP-PB), da Câmara Federal, solicitou ao bilionário Daniel Vorcaro, fraudador do Banco Master, PROPINA de R$ 140 milhões para a esposa do seu irmão comprar um terreno gigantesco em Patos (PB)
Acabaram-se as festas em Miami. Ao menos para o delegado Marcelo Ivo.
Segue algumas infos de bastidor!
Segundo fontes, Marcelo Ivo queria muito continuar aqui nos EUA e já estava trabalhando num processo para tirar o seu visto. Ele já havia ultrapassado em 8 meses o prazo de 2 anos do cargo.
Segundo apuração do site Direita Ativa, Marcelo Ivo mantinha em Miami um padrão de vida que, ao menos em aparência, destoava da imagem esperada de um representante da PF no exterior.
Uma das reportagens afirma que ele viveria em um apart-hotel de alto luxo em Brickell (que nós confirmamos), centro financeiro da cidade — a mesma região onde foram instalados escritórios ligados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master —, com aluguel estimado em US$ 9.350 mensais, algo em torno de R$ 50 mil na cotação da época.
O portal também descreve Marcelo Ivo como presença frequente na vida noturna de Miami, circulando por ambientes exclusivos de alto padrão, com bebidas caras e convívio social em espaços frequentados por empresários, artistas e celebridades, como o Club Mila.
Eu também apurei. Segundo fontes Marcelo Ivo costumava convidar integrantes da alta sociedade e autoridades para festas privadas, com presença de mulheres bonitas e ambiente "mais solto".
A informação teria vindo do próprio Marcelo Ivo que teria contado vantagem após beber além da conta. (hey Ivo, se beber não dirija!)
Só eu que acho semelhante ao que apareceu em apurações sobre o círculo de Daniel Vorcaro?
https://t.co/51ide06oh9
Tiradentes morreu por não aceitar 20% de impostos. Hoje pagamos quase 40% silenciosamente. Ele é o exemplo que devemos lutar e mostrar o que está de errado nesse país!
Eu juro que eu queria entender como as pessoas saíram do “prefiro morrer de COVID do que tomar uma vacina da China” para comprar um remédio emagrecedor em qualquer birosca e aplicar isso no corpo a própria sorte sem nenhum remorso