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@marcell_mz Cansei de ver gente aqui atacando o que eles ouviram sobre os conceitos supostamente abordados pelo Bob. Aí tu vai ver a opinião do Bob é a mesma que a pessoa usou pra atacá-lo kkkkk nego até se mata se abrir o livro e ver que eles compartilham a mesma opinião.
@marcell_mz E eu acho que a pira com o Uncle Bob é só frescura por causa de política mesmo. Qualquer indivíduo alfabetizado sabe que ler uma obra (de qualquer gênero) n implica endossar as ideias e nem tudo o que está escrito. Até pra discordar, você precisa tentar ler de forma neutra.
A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, é uma obra curta, mas de enorme densidade. Um dos aspectos mais interessantes do livro é a sua estrutura narrativa. Logo nas primeiras páginas, o leitor é informado da morte do protagonista. A partir daí, Tolstói reconstrói a trajetória de Ivan Ilitch e nos aproxima progressivamente de seus pensamentos, permitindo acompanhar suas angústias, raivas, medos e arrependimentos diante da proximidade da morte.
Um ponto que me chamou bastante a atenção — e que remete facilmente à contemporaneidade — é a forma como a notícia da morte de Ivan Ilitch é recebida no órgão público em que trabalhava. Ao saberem do falecimento do colega, seus pares parecem muito mais interessados na vaga deixada por ele e nas possíveis mudanças na hierarquia funcional do que propriamente em lamentar sua morte. A cena é carregada de ironia e revela como interesses pessoais e profissionais podem se sobrepor até mesmo ao luto.
Aliás, a falta de empatia atravessa boa parte da obra. Na percepção de Ivan Ilitch, colegas, esposa, filha, genro e até mesmo os médicos parecem incapazes de compreender verdadeiramente seu sofrimento. Enquanto sua condição se agrava, ele se vê cada vez mais solitário e incompreendido. É justamente nesse contexto que se destaca Guerássim, um dos poucos personagens que demonstra compaixão genuína e trata a morte como algo natural, sem recorrer às convenções e falsidades que cercam o protagonista.
Com pouco mais de 80 páginas, “A morte de Ivan Ilitch” demonstra a genialidade de Tolstói ao transformar a agonia de um homem comum em uma profunda reflexão sobre a vida, a morte e as relações humanas. É difícil acompanhar o sofrimento físico e psicológico do personagem em seu leito de morte sem sentir certa angústia. Ao final, fica a questão: estamos vivendo uma vida que realmente vale a pena ser vivida?
Li a excelente edição da @editora34, com tradução do saudoso Boris Schnaiderman. Destaco, ainda, o texto de Paulo Rónai que integra o apêndice da obra e enriquece ainda mais a experiência de leitura. Indico muito a aquisição dessa edição.
Link: https://t.co/xRxgtHCQX8
#literaturarussa #tolstoi #morte #desprezo #reflexões
Obs: fotos de trechos do livro em https://t.co/kf29yo5CA5
@DrPitoco Interessante... Ontem eu tava até pensando em me planejar pra fazer "O italiano segundo o método natural" nas férias. Qual abordagem(s) você recomenda para o aprendizado?
Esta é Alice. Uma linda menina de 16 anos, forte, corajosa e cheia de sonhos. Ela era ativa aqui. Faleceu na tarde do dia anterior. Rezemos muito pela alma dela, por seus familiares e por seu namorado. Descanse em paz em Cristo Jesus, princesa @LillyNyah@goulartesz Nós te amamos