Vale registrar que, nos momentos em que os Estados Unidos e o Irã estiveram mais próximos, em 2001 e em 2014-2015, Zarif estava na linha de frente do relacionamento entre as partes. Sua presença no debate atual é positiva, mas, de novo, é preciso saber quanta influência ele tem.
Li agora o artigo do ex-ministro do Exterior do Irã Javad Zarif na Foreign Affairs. Sem dúvida, é uma estrutura interessante para um novo status quo entre EUA e Irã no Oriente Médio. Só não é possível saber quão representativa é a posição de Zarif dentro do regime no momento.
Em agosto de 2024, quando Zarif deixou o governo de Pezeshkian, as especulações envolviam justamente um possível enfrentamento entre ele e a linha-dura. Foi uma surpresa, já que Zarif foi um elemento essencial na campanha presidencial.
@hxhassan Unfortunately, the thesis is in Portuguese, but in 2024 I wrote a text trying to bring together some of my conclusions. A Syrian friend kindly translated it into Arabic. If you are interested in a South American perspective, here is the link. All the best https://t.co/ybYqL0jwXi
@hxhassan ... put the last two decades among the most violent in the region. Three countries were devastated, hundreds of thousands (perhaps more) died, and millions were affected.
Imagine este cenário: você vive sob um regime que considera abominável e que destruiu a vida de muitas pessoas, dentro do seu país e no exterior. O regime é, então, atacado. Junto com ele, seu país também. Inocentes são mortos, agora por um agente externo. Como você reagiria?
Neste novo texto de Tarkiz, menciono alguns desses dilemas morais e pragmáticos impostos aos iranianos da oposição. Odeiam o regime, mas a guerra imposta por EUA e Israel não tem qualquer intenção de melhorar a vida dos iranianos.
https://t.co/0DZaZxPa2H
A grosso modo, este é o cenário em que vivem os opositores iranianos, hoje provavelmente uma maioria sólida na sociedade iraniana. Nos últimos dias, muitas reportagens foram publicadas com depoimentos e o que se percebe é a convivência de sentimentos paradoxais.
Investigação da @AmnestyMENA confirmou as apurações realizadas por diversos veículos de imprensa que apontam para o governo dos Estados Unidos como responsável pelo ataque à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, cidade no sul do Irã, que matou quase duas centenas de crianças.
@willian_1975 Não recebi nenhum aviso, mas os tweets simplesmente não tinham circulação nenhuma. Continua com esse problema, mas vou tentar furar, vamos ver. Obrigado de novo! E se puder ajudar a divulgar a Tarkiz, agradeço demais https://t.co/7PF3QNtshk
Além disso, crianças sobreviventes feridas também foram levadas ao local do ataque e filmadas para propaganda estatal. Foram obrigadas a dar entrevistas e reviver a dor e o trauma ao qual foram submetidas.
A Anistia afirma que autoridades iranianas obrigaram famílias de crianças mortas a participar de um funeral coletivo com ritos xiitas, usado para propaganda, ignorando as tradições sunitas das vítimas baluchis, uma outra etnia com presença na região de Minab.