Mais migalhas da minha opinião:
Eu jogo gta rp desde 2019, eu ja vi MUUUITA coisa nesse cenario podre que foi se construindo com o tempo, onde os maiores streamers do cenário são ABERTAMENTE intolerantes (clipe pra provar meu ponto), e esse clipe é apenas a ponta de tudo.+
@anaboohx Pior que o fandom dela, que é formado majoritariamente por meninas, está e vai continuar apoiando as falas dela. E, também, criticar outra mulher por estar denunciando machismo com frases como 'quanto tempo livre'. Chega a ser até meio The Office.
Uma mulher com tanta influência entre mulheres, meninas, CRIANÇAS não pode ter uma fala dessas de jeito nenhum, principalmente nos dias de hoje, pelo amor de Deus.
Ridículo, infantil, irresponsável
Meu post anterior sobre a polêmica da declaração patrimonial de Erika Hilton ficou grande e pouco claro. Muita gente não leu. Por não ler, não entendeu. Vou ser mais objetivo nesse.
Qual é o meu ponto? Não, não é tão estranho assim Erika ter declarado apenas R$ 15 mil em bens, mesmo estando hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil. Isso, por si só, não autoriza qualquer insinuação de desonestidade.
Revela outra coisa, tão grave quanto: um padrão de consumo absolutamente condenável em nossa sociedade e que não deveria ser reproduzido por referências do campo progressista.
Explico.
O padrão de consumo que ela exibe, com bens de luxo exclusivos, é típico de uma elite composta por multimilionários. Bolsas caríssimas, roupas, acessórios e tudo o mais. Mesmo alguém como Erika, hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil, teria dificuldade para sustentar regularmente um padrão voltado para uma fração ainda mais restrita do topo.
Em alguns casos, as roupas, bolsas e acessórios usados por ela em um único dia de “trabalho” custam mais do que milhões de famílias conseguem juntar depois de uma vida inteira de trabalho para comprar ou simplesmente dar entrada numa casinha e ter um teto para viver.
Aliás, na boa: cabe à esquerda naturalizar e promover marcas que existem justamente para produzir distinção de classe?
Porque esse é um ponto importante. Erika não apenas consome e exibe esses artigos de luxo exclusivos. Ela prestigia e promove publicamente esse universo e essas marcas, cujo negócio depende precisamente da exclusão.
São empresas que vendem para o 0,01% produtos cujo preço proibitivo faz parte da própria mercadoria. Uma bolsa de dezenas ou centenas de milhares de reais vale socialmente porque quase ninguém pode tê-la. A exclusão é parte do produto. O privilégio é parte do produto. A desigualdade é parte do produto.
O que se compra ali é também o direito de ostentar diante dos outros que se pertence a um mundo do qual quase toda a humanidade está excluída.
É difícil imaginar símbolo mais grotesco de uma sociedade dividida em classes: milhões trabalham a vida inteira tentando juntar dinheiro para uma casa, enquanto uma pequena elite carrega no braço (ou coloca alguma trabalhadora para carregar), numa única bolsa, o equivalente ao patrimônio que essas famílias talvez jamais consigam construir.
Essas marcas fazem da desigualdade extrema uma estética. Transformam concentração brutal de riqueza em elegância, exclusão em prestígio e privilégio em mérito. São vitrines de uma sociedade profundamente injusta, na qual o luxo obsceno de uma minoria só pode existir sobre um mundo marcado pela privação de bilhões.
Cabe à esquerda prestigiar isso?
E há um episódio que, para mim, torna essa discussão ainda mais séria.
Em maio de 2023, Erika participou, em São Paulo, da comemoração dos dez anos de uma dessas marcas de luxo, a Bottega Veneta no Brasil, justamente no dia em que a Câmara dos Deputados votava a urgência do Marco Temporal, uma das pautas mais importantes para os povos indígenas naquele momento. Aliás, uma das lutas mais importantes da história do parlamento.
Erika não participou daquela votação.
É legítimo perguntar que tipo de prioridade política está sendo construída quando uma parlamentar da esquerda falta a uma votação dessa dimensão no mesmo dia em que prestigia publicamente uma das maiores marcas de luxo do mundo.
Se a esquerda passa a tratar esse padrão de consumo como referência de sucesso, prestígio, estilo ou emancipação, acaba ajudando a legitimar uma das formas mais explícitas de ostentação da desigualdade.
Nosso papel deveria caminhar no sentido contrário. Diante da ostentação, mostrar a desigualdade que a tornou possível. Diante de uma bolsa que custa o que uma família pobre não consegue acumular em décadas, explicar a brutalidade de uma sociedade que concentra tanto nas mãos de tão poucos.
Diante do luxo obsceno, expor a podridão de um sistema que transforma essa distância social monstruosa em objeto de desejo.
Por fim, é completamente descolado da realidade ver gente de esquerda tratando alguém que há anos está entre os 0,3% de maior renda do país como se continuasse sendo “pobrezinha” porque veio de baixo.
Ter vindo de baixo é parte da trajetória de uma pessoa. Não define eternamente sua posição econômica e social.
Erika recebeu para lá de R$ 2 milhões em remunerações parlamentares ao longo desses anos. Considerando apenas seus subsídios como vereadora e depois como deputada federal, estamos falando de uma renda absolutamente excepcional para os padrões brasileiros.
Para termos dimensão do abismo, o que ela ganhou em 6 anos corresponde a quase 100 anos de salário mínimo, contando 13º. Quase um século de trabalho de quem está na base da pirâmide.
É desse abismo social que estamos falando.
E justamente por isso é tão estranho ver parte da esquerda considerar ofensivo discutir o consumo conspícuo, predatório e exclusivíssimo de marcas de luxo, enquanto considera perfeitamente normal transformar os símbolos mais ostensivos desse mesmo abismo social em referência de sucesso e até de emancipação de minorias.
Emancipação não pode significar conquistar o direito individual de ocupar o lugar reservado aos ricos na estrutura da desigualdade. Para a esquerda, emancipação precisa significar enfrentar a estrutura que produz esses lugares, essas hierarquias e essa desigualdade obscena.
@funBABE
Me explica um negócio rapidinho...
O Mancini foi banido por machismo dia 24/02/2025 por tempo indeterminado.
Me fala, como ele foi banido dia 22/12/2025 novamente?
AH, ELE PAGOU PELO BAN KKKKKKKKKKKKK UÉ FUNBABE... ENGRAÇADO NÉ
Primeiramente, já que casos machistas na sua cidade são considerados inadmissível, me explica @funBABE , porque casos machistas levam apenas 7/15 dias de ban?
Ué, em 7/15 dias vão deixar de ser machista funbabe? É rápido assim?
@Giocoelho_1 Cara, é que eu acho um fenômeno muito engraçado e triste ao mesmo tempo. E fico pensando em quem tem menos maturidade: se é o Gru, que faz/fala bosta, ou os minions, que comem merda.