@tabataamaralsp Uma mulher independente de família humilde que decidiu se casar com um corrupto de família tradicional e que, mesmo sendo medíocre, é rico pelo sobrenome.
Como é fingir ser uma batalhadora enquanto copula com o que finge odiar?
O ponto mais interessante do texto de Renan não é eleitoral. É psicológico.
O brasileiro cordial do século XXI ficou tão cordial que conseguiu uma façanha: colocou a democracia e o cinismo na mesma sala, serviu café aos dois e pediu que ninguém levantasse a voz.
Lula pode passar décadas dentro da máquina brasileira, cercado pelas contradições, alianças e conveniências que o poder exige, e ainda ser apresentado como encarnação natural da democracia. Bolsonaro transformou a Presidência numa extensão da guerra cultural familiar. Agora Flávio herda não apenas um sobrenome, mas uma estrutura política, uma linguagem, uma militância e uma dinastia.
E o país olha para tudo isso com espantosa familiaridade.
Esse é o condomínio de Brasília. Troca o síndico, muda a facção na assembleia, alguns moradores brigam no grupo do WhatsApp, mas ninguém pergunta por que o esgoto continua entrando pela garagem.
A esquerda chama seu síndico de democracia. A direita chama o dela de liberdade. O Centrão chama ambos de oportunidade.
Enquanto isso, uma parcela gigantesca do eleitorado permanece narcotizada pela demagogia. Não necessariamente porque seja burra, mas porque o populismo oferece uma mercadoria psicologicamente irresistível: absolvição.
Você não precisa mudar. Não precisa sacrificar nada. Não precisa pensar em vinte anos. Não precisa rever sua relação com Estado, consumo, dívida, educação, família ou responsabilidade. Basta escolher o culpado correto e o salvador correspondente.
É exatamente aí que Renan se torna desagradável.
Pode-se discutir suas propostas, criticá-las e até considerá-las perigosas. Mas há algo anterior acontecendo. Ele entra numa sociedade acostumada ao analgésico e começa a falar em causa da doença.
O brasileiro aprendeu a dormir enquanto o prédio pega fogo. Lula diz que o incêndio anterior foi pior. O bolsonarismo diz que o fogo é culpa do comunismo. O Centrão vende extintores superfaturados para os dois.
Renan entra tocando o alarme.
E imediatamente surge uma multidão furiosa não necessariamente com o incêndio, mas com o barulho.
É por isso que a reação ao sujeito parece maior que seus 3% ou 4%. O perigo percebido talvez não esteja no tamanho eleitoral presente. Está na possibilidade de romper uma gramática política muito confortável.
Porque decadência conhecida dá menos medo do que transformação desconhecida.
O brasileiro se habituou tanto ao absurdo que passou a chamar resignação de maturidade, covardia de temperança e repetição de estabilidade. O escândalo deixou de ser o prédio estar queimando.
O escândalo passou a ser alguém ter a falta de educação de acordar os moradores.
@aguedescartoon Kkkkkk .. interrupções foram muuuuito poucas, questionar as respostas não existiriam. Pegaram temas espinhos mas não tentaram "girar a faca".
Hoje eu vi algumas entrevistas com candidatos diferentes. E o fato que o jornalismo não possui nenhuma credibilidade é evidente. Fracos e oportunistas.
E o feminicidio?
E a dama do tráfico ?
E as reuniões com Daniel Vorcaro fora da agenda ?
Porque trocou delegado da PF?
E a foto com a lobista
Fizeram parte de perguntas necessárias, não questionaram os dados informados e nem interromperam.