Esse momento nos ensina que chorar e se sentir fraco não é falta de fé. Nos dias mais difíceis, você não precisa ser de ferro; apenas feche os olhos e se permita ser carregado no colo por Quem te ama.
Lá pelos anos 1980, quando entregou o dedo e a alma pro capeta e resolveu virar político, o velho embrulhão criou um personagem para aplicar seu golpe.
Era o 'painho', nordestino pobre e semianalfabeto, identificado com o povo, que prometia igualdade social, comida farta na mesa, água pro nordeste, crescimento e emprego pra todos.
Por alguns anos, deu certo, foi engabelando o povaréu simples e pobre.
E enriqueceu, ficou viciado no poder.
Em 2002, depois de algumas derrotas do personagem, percebeu que precisava mudar a cara do personagem.
Veio o 'lulinha paz e amor', e a Carta aos Brasileiros, seu compromisso com a corrupção e o sistema sujo que o apoiou nos anos seguintes.
Já não era mais o nordestino pobre.
Já era o oportunista milionário, caixeiro viajante do poder.
Sobrou apenas o semi analfabeto, agora rico, distante do povo, que começou a roubar assim que foi eleito pela primeira vez em 2002.
Não demorou e o personagem caiu por terra.
O processo do mensalão, dois anos depois, revelou a verdadeira face do encantador de jumentos.
Rebolou, fez contorcionismo, comprou um e outro, fritou cumpanhero, mentiu e mentiu.
Saiu manco, mas ainda andando.
O povo do nordeste continuou com ele, apesar de tudo.
Mas o resto do Brasil descobriu quem era o verdadeiro luladasilva.
Hoje, depois de muitos anos de mentiras e promessas não cumpridas, a situação muda e grande parte do povo nordestino já não aguenta mais o embusteiro.
Como o resto do país, há muito.
E vem justamente do nordeste o hino bacaninha e singelo da derrota do personagem, o velho ladrão.
Com todo o amor, carinho e afeto que o povo nordestino dedica àqueles a quem ama.
Ou amava.