A naturalidade com que a imprensa brasileira transcreve, sem tom crítico ou maior constrangimento, a ameaça de Trump de "matar uma civilização em uma noite" demonstra, de forma didática, como fenômenos históricos como o nazismo são não apenas possíveis, mas facilmente tolerados.
EUA ainda tem muito poder e influência, mas já há disputa pela hegemonia na geopolítica internacional do conhecimento científico. China visa o domínio das ciências "duras", enquanto Europa tenta retomar o espaço perdido. O Brasil tb tenta, timidamente, disputar seu quinhão.
A deputada Ana Pimentel, que é médica, se juntou ao SUS em Juiz de Fora para compor o quadro de médicos que estão atendendo as vítimas das enchentes, falem sobre isso ao invés de darem mídia para quem não está movendo uma pá de lama para ajudar
Artigo do presidente Lula publicado em jornais de 27 países do Mercosul e da União Europeia (Brasil 🇧🇷, Argentina 🇦🇷, Bolívia 🇧🇴, Paraguai 🇵🇾, Uruguai 🇺🇾; Alemanha 🇩🇪, Áustria 🇦🇹, Bélgica 🇧🇪, Bulgária 🇧🇬, Chipre 🇨🇾, Croácia 🇭🇷, Eslováquia 🇸🇰, Eslovênia 🇸🇮, Espanha 🇪🇸, Estônia 🇪🇪, França 🇫🇷, Grécia 🇬🇷, Irlanda 🇮🇪, Itália 🇮🇹, Letônia 🇱🇻, Luxemburgo 🇱🇺, Malta 🇲🇹, Polônia 🇵🇱, Portugal 🇵🇹, República Tcheca 🇨🇿, Romênia 🇷🇴, Suécia 🇸🇪) no dia 16 de janeiro.
📰 Acordo Mercosul-UE é a resposta do multilateralismo ao isolamento
Em uma época em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, duas regiões que compartilham valores democráticos e a defesa do multilateralismo escolhem um caminho diferente. Contra a lógica das guerras comerciais que segregam economias, empobrecem nações e aumentam a desigualdade, Mercosul e União Europeia assinam amanhã um dos acordos mais amplos do século XXI.
Firmado após mais de 25 anos de negociações e baseado na certeza de que só a integração e a abertura comercial promovem a prosperidade compartilhada, o acordo cria a maior área de livre comércio do mundo. Não existe economia isolada. O comércio internacional não é um jogo de soma zero. Todos querem crescer, e a nova parceria irá criar oportunidades mútuas de emprego, geração de renda, desenvolvimento sustentável e progresso econômico.
Somados, os 31 países que integram o Acordo Mercosul-União Europeia reúnem cerca de 720 milhões de cidadãos. Nosso PIB conjunto supera 22 trilhões de dólares. O acordo irá ampliar o acesso mútuo a mercados estratégicos, com regras claras, previsíveis e equilibradas. Ao remover barreiras comerciais e estabelecer padrões regulatórios comuns, os investimentos, as exportações e as cadeias produtivas se multiplicarão nos dois lados do Atlântico.
Uma complementaridade comercial robusta une as economias da América do Sul e da Europa. A versão do acordo que aprovamos resguarda os interesses de setores vulneráveis, garante a proteção ambiental, promove valores compartilhados como a democracia e os direitos humanos, fortalece os direitos dos trabalhadores e preserva o papel do Estado como indutor estratégico do desenvolvimento econômico e social.
A celebração desse acordo só é possível porque Mercosul e União Europeia entenderam ter muito mais a ganhar juntos do que individualmente e optaram por dialogar em condições de respeito e igualdade. Os blocos encontraram convergências mesmo diante de visões distintas, mostrando que a cooperação é muito mais vantajosa e eficaz do que a intimidação e o conflito. Agradecemos os países do Mercosul e da União Europeia por terem se empenhado na conclusão de acordo tão significativo.
A assinatura, no entanto, constitui só um primeiro passo. Amanhã começa uma nova fase de cobrança para a implementação ágil e transparente do que foi pactuado. O sucesso real do acordo será medido pela velocidade com que os seus benefícios alcançarem as prateleiras dos mercados, o campo, as fábricas e os bolsos dos cidadãos.
Inúmeros setores de ambos os lados sairão beneficiados, da bioeconomia à indústria de alta tecnologia, dos pequenos e médios agricultores às pequenas, médias e grandes empresas. Consumidores europeus e sul-americanos terão acesso a produtos mais diversificados e com preços menores, enquanto produtores alcançarão novos mercados.
Para além dos ganhos comerciais e econômicos, o acordo aproxima ainda mais parceiros unidos por laços históricos, de vocação democrática e multilateral. A interdependência é uma necessidade e uma realidade. Só o trabalho conjunto entre Estados e blocos é capaz de promover a paz, prevenir atrocidades e enfrentar os piores efeitos da mudança do clima.
Em um contexto de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo prova como outra governança mundial é possível, mais ativa, representativa, inclusiva e justa. Estes mesmos princípios orientam nossa busca por instituições multilaterais renovadas, como a reforma da Organização Mundial do Comércio e do Conselho de Segurança da ONU.
Ante o crescimento do extremismo político, Mercosul e União Europeia demonstram na prática como o multilateralismo, que tantos benefícios trouxe ao mundo depois da Segunda Guerra, segue atual e imprescindível.
Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil
New article in @vibrantaba , in which I analyze Brazilian policies on international academic mobility and the experiences of former recipients of full doctoral scholarships abroad, situating them within broader processes of elite and state formation: https://t.co/o2rJCN7rpz
Para além dos números e regras, tento compreender as políticas brasileiras de mobilidade acadêmica internacional através de seus beneficiários: por que ir para o exterior, a vida na instituição estrangeira e o retorno ao país.Disponível para venda em https://t.co/pdLZU5Il3l (2/2)
Compartilho com vocês o lançamento do meu livro, pela @MorulaEditorial , fruto da minha tese de doutorado sobre a experiência de pesquisadores brasileiros que cursaram doutorado no exterior, financiados pela @CAPES_Oficial . (1/2)
Evidências x Achismo: nosso artigo na Folha é uma resposta ao lobby que tenta preservar a isenção de dividendos - modelo ultrapassado no mundo - alegando que sua eliminação teria efeitos negativos sobre investimentos. Não é o q mostra a experiência dos países com essa tributação.
Do ex-CE0 do Itaú: “Parece-me difícil justificar que alguém com proventos superiores a R$ 100 mil por mês possa pagar menos de 10% de IR, quando computados todos os impostos sobre a renda a que está sujeito”
https://t.co/bRdkDmEL4b
Nada é mais sintomático dos efeitos nefastos da desigualdade extrema sobre a democracia do que a tentativa de rotular o conflito distributivo causado por uma proposta moderada de reforma tributária como uma “retomada do nós contra eles”
Mesmo uma análise superficial, mostra que nossa estrutura de incentivos, renuncias e subsídios é altamente regressiva. Resultado de décadas de captura do estado por elites econômicas conhecidas.
Na "valsa brasileira" da @lauraabcarvalho , foi justamente a agenda Fiesp, a das desonerações, que fez a Dilma sair do tom. Que o momento nos permita retomar o compasso.
Todo o meu apoio ao @Haddad_Fernando. Está na hora de uma grande mobilização da sociedade capaz de fazer frente ao fortíssimo lobby no Congresso que há décadas impede que se cortem isenções fiscais que beneficiam o andar de cima. Não basta um ministro com vontade política.
Começa hoje esse colóquio na Universidade de Montreal, sobre diplomacia científica e cooperação internacional. Para quem tiver interesse, é possivel acompanhar as discussões pelo Zoom (terá tradução simultânea). Programação completa e + informações em: https://t.co/gGTmuGftLS
@renatoadv_usa@folha Esse na vdd não é bem um "plano" do Lula né...é um modelo de tributação que funciona no mundo todo. E 10 milhões de pessoas deixarao de pagar IR! É um debate que requer mais seriedade e respeito aos fatos e dados reais do que delírios ideológicos.
@hugoluiz09@CNNBrasil Bom, sugiro ler novamente a reportagem então. Infelizmente nossa opinião e nossa vontade não muda a realidade objetiva dos fatos.