A cena seria cômica se não fosse um retrato tão preciso do colapso da honestidade intelectual na Europa.
Uma jornalista foi até um bairro de maioria muçulmana para defender diante das câmeras que aqueles moradores eram pacíficos e que as preocupações da população eram exageradas.
Era para ser mais uma reportagem educativa. Mais uma aula de moral para mostrar que quem critica determinadas políticas migratórias estaria apenas espalhando preconceito.
Mas a realidade resolveu participar da transmissão.
Enquanto a jornalista tentava convencer o público de que tudo estava sob controle, surgiu uma gangue de homens muçulmanos exigindo que ela fosse embora imediatamente.
Não satisfeitos, ainda a ameaçaram de morte.
Repito.
A jornalista estava dizendo ao público que eles eram pacíficos.
Eles responderam ameaçando matá-la.
É difícil imaginar uma desmontagem mais humilhante de uma narrativa.
Nenhum comentarista precisou rebater. Nenhum opositor precisou argumentar. Nenhuma estatística precisou ser apresentada.
Os próprios personagens da reportagem fizeram o trabalho.
O que chama atenção não é apenas a ameaça.
É o nível de desconexão das elites políticas e midiáticas que continuam tentando vender uma realidade paralela para a população.
Durante anos disseram que qualquer preocupação era racismo.
Disseram que qualquer crítica era extremismo.
Disseram que qualquer alerta era teoria conspiratória.
Agora a própria realidade entra em cena, toma o microfone e destrói o roteiro ao vivo.
A verdade tem um defeito cruel para os propagandistas.
Ela não precisa de autorização para aparecer.
E quando aparece, geralmente chega sem avisar.
Quando ensaiamos erguer uma mitologia própria, eis que, por uma dessas coincidências que a ironia da História reserva aos povos sem grandeza, o nosso herói mítico é imediatamente preso, emudecido e varrido do espaço público. Nada mais grego, à primeira vista, do que esse destino. Mas a semelhança para por aí.
Perguntemos, se fosse possível, a Hannah Arendt, uma filósofa judia de visão implacável, se ela reconheceria na nossa desventura algum eco da tragédia grega. Diria Arendt, creio eu, com precisão cortante, que o herói é aquele que age no espaço público; a pólis, a sociedade e a cultura existem para criar a poesia sobre o herói e a história e as instituições existem como cadernos que salvam as grandes ações heroicas da ruína do tempo. Eis o sentido profundo da memória grega.
No Brasil, porém, o espaço público foi montado para o contrário: para o esquecimento sistemático, para a arte refinada da substituição imediata: o vinho velho despejado sem cerimônia para dar lugar ao novo, ainda que o novo seja aguado e sem memória. A nossa tragédia nacional não é de desgraça grandiosa, mas de amnésia voluntária. E é por isso que Arendt, mesmo morta em 1975, continua sendo a testemunha mais lúcida da nossa tragédia.
Uma nação de memória curta destrói o próprio sentido do espaço público. Onde deveria haver continuidade, há buracos deliberados; onde deveria haver heróis, há silêncios administrados.
Nos seus estudos sobre o totalitarismo, a filósofa descreveu com exatidão esses “buracos de esquecimento” que os regimes autoritários cavam para sepultar opositores, fatos incômodos e nomes inconvenientes. Não viveu o suficiente para assistir ao fenômeno Nikolas, esse rapazola ainda não de todo cozido pelas tentações do deserto político, quase um ginasiano, lançado às pressas ao pedestal do mito. Arendt, com o seu faro infalível, o veria exatamente como o que é: não um herói, mas um instrumento do esquecimento. Uma figura fabricada para ocupar o lugar do pensamento, para substituir a densidade pela imagem, a permanência pelo efêmero. O sistema precisa de novos mitos descartáveis precisamente para que nada de essencial seja lembrado.
Interpretação arriscada essa minha? Sem dúvida. Mas de que serve a prudência quando se escreve sobre tragédia? O risco é a única atitude decente diante de um povo que insiste em esquecer-se no exato momento em que mais precisaria recordar.
Nós, os eleitores do Bolsonaro e, consequentemente do PL, estamos cobrando um posicionamento do partido e uma postura firme do @FlavioBolsonaro com essas traições. Se não fizer isso, trai e engana seu eleitorado.
Da série: É sobre isso @rogeriosmarinho
Senador, o artigo 45 do Regimento Interno do PL fala claro sobre disciplina e fidelidade partidária.
Todos esses candidatos que o deputado Nikolas Ferreira reuniu de camiseta preta, são filiados do PL?
Ou estamos vendo movimento paralelo?
Qual o plano para engajar a pré campanha do @FlavioBolsonaro ?
Vamos respeitar o estatuto. O PL é o Bolsonaro. Os votos são do Bolsonaro! O povo quer união, não vaidades.”
"No momento certo, com certeza. No momento agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido".
Aham, Çei!
A ex-primeira-dama disse isso para as candidatas mulheres? Não. Pelo contrário.
O traço curioso reside na segunda parte da sua declaração: "... quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido".
Vemos uma clara contradição quando os fatos são postos à mesa.
Michelle iniciou, nesta quinta-feira (11), uma maratona de gravações com candidatas mulheres que virão de todos os lugares do país. A ideia é produzir conteúdo estado por estado. O dia hoje foi do Acre.
Pelo visto, só existe "momento certo" para apoiar o Flávio Bolsonaro. Para as candidaturas feministas, no entanto, o 'momento certo' é todo dia. — Mesmo que para isso tenha de sacrificar grande parte do tempo reservado aos "cuidados" com o marido. Devemos considerar que a demanda feminista talvez tenha prioridade maior que o bem-estar do marido.
Aparentemente, ela não vê injustiça com tudo que aconteceu ao marido. Não enxerga a gravidade da prisão e do encarceramento de Jair Bolsonaro. Se enxergasse, teria dado apoio ao “Zero Um” desde o dia que seu marido o indicou. — Afinal, com Flávio na presidência, a Anistia será pauta prioritária do seu governo.
Michelle, o momento certo já passou. Foi há seis meses. Precisamente em 05/12/2025.
O bolsonarismo já virou uma ideia, não tem como impedir o avanço. Siga firme, Capitão, o povo ainda tem esperanças que o senhor dará a volta por cima 🇧🇷🫡
Entendem agora pq as vezes sinto inveja da esquerda? Cadê o nosso “fenômeno das redes” usando uma camisa assim com fotos do Jair?Cadê aqueles q se elegeram com o nome Bolsonaro, usando camisas com sua foto?Eles sabem ser, agradecidos ao seu líder, mesmo sabendo q ele é corrupto🤷🏼
Esse post e imagem traduz minha leitura do contexto. Quando se mendiga apoio, se dá mais valor que realmente tem. Ninguem que traiu o Bolsonaro sobreviveu e ela está fazendo exatamente isso. E não há relação direta entre likes e votos.
Uma sombra querendo ter vida própria.
Não precisamos cobrar ou mendigar o apoio da Michelle. O prestígio dela existe única e exclusivamente pelo capital político de Jair Bolsonaro. Na prática, ela não agrega valor real ao Flávio.
O "zero um" não depende do aval de uma 'zero à esquerda' que ainda escolheu jogar contra.
Ficar exigindo apoio, daria a ela uma "importância" que não condiz com a realidade dos fatos.
A nossa tática aqui é outra: usar essa exata "omissão" pública para desmascarar a verdadeira face dela.
Recusar-se a apoiar o filho do homem que lhe deu palco e relevância, enquanto sobra energia para fazer campanha para quem traiu o presidente, é o sintoma mais claro e irrefutável de deslealdade.
Quem vira as costas para o filho e se alia a quem ataca o pai, trai o projeto inteiro.
Deixemos que o próprio silêncio e as prioridades dela a condenem perante o eleitorado atento.
Vamos eleger o Flávio e fazer a limpeza necessária dentro da direita. Não faz sentido abraçar inimigos disfarçados de aliados.
Tchau, Amada!
Você tocou em um ponto relevante, mas errou o alvo. O prestígio do Flávio depende, indiscutivelmente, do capital político e do sobrenome do pai. Nós nunca escondemos isso. Ele é o candidato oficial, escolhido e referendado por uma carta assinada pelo próprio Jair Bolsonaro para assumir essa missão.
A grande diferença, e é aqui que a sua falsa simetria cai por terra, está no que cada um faz com o capital político que recebeu do presidente.
O Flávio usa o peso do sobrenome para unificar a base em torno do projeto do pai, focado na liberdade e em derrotar a esquerda. Ele carrega o fardo da sucessão com lealdade à indicação que recebeu.
Já a ex-primeira-dama usa o capital político do marido para fazer palanque antecipado, apoiar políticos que comemoraram a inelegibilidade do presidente e promover uma agenda de "empoderamento" pessoal.
Um honra a delegação que recebeu do líder. A outra usurpa o capital do marido para alimentar um projeto de vaidade e alianças com traidores. Ficou clara a diferença?
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A repórter pergunta: “A senhora pretende ajudar a campanha do Flávio de alguma forma?” Michelle Bolsonaro responde: “No momento certo, com certeza. No momento, agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”. A evasiva não deixa margem a dúvidas: nenhum apoio ao enteado antes do tal “momento certo”. A desculpa é a de sempre, aquela que enternece as plateias mais simples: “meu tchutchuco primeiro”. Resta, porém, a pergunta incômoda, que paira no ar como um mau presságio: quando, afinal, chegará esse momento certo?
Dona Michelle, que não se furta a uma enormidade de aparições públicas, que distribui sorrisos, bênçãos e declarações em todas as direções, não encontra, ao que parece, dois ou três míseros minutos por dia para dedicar ao “filho candidato” do marido. A dedicação exclusiva ao “príncipe”, ao “galego”, ao “amor da minha vida” não lhe consome, afinal, as vinte e quatro horas do dia. O que sobra é silêncio deliberado. E esse silêncio, na nação bolsonarista, soa como traição.
Para os fiéis, Michelle tornou-se a decepção encarnada. É difícil ser bolsonarista hoje e não se sentir, de algum modo, traído por ela. Pois a mesma mulher que expõe, com insistência quase cafona, um amor torrencial com os vocativos “meu príncipe”, “meu galego”, “minha vida”, como se precisasse a cada instante certificar ao mundo a legitimidade de um enlace que já deveria ser evidente, revela, na prática, uma frieza calculada para com o primogênito do esposo. Seria mais digno, e certamente mais coerente, provar esse amor supostamente abrasador apoiando Flávio, ainda que a contragosto, ainda que com os dentes cerrados.
O que se vê, contudo, é o oposto. E o contraste torna tudo hipócrita, quase obsceno. Por trás dos vocativos melosos ao marido, das declarações açucaradas despejadas em praça pública, parece residir uma vaidade mais mundana: a de parecer amável aos de fora e, simultaneamente, hostil ou indiferente aos de dentro. Michelle não se esforça sequer por dissimular que preferiria, na Presidência, alguém que não fosse o filho de Jair. Se assim for, e tudo indica que sim, que ao menos poupe o público desses vocativos melosos e empolados. Eles já não convencem ninguém. A elegância, uma vez dissipada, abre espaço apenas para o ridículo; e o ridículo, nessa altura do campeonato, soa francamente nauseante.
Será que estou neurótica?Coloquei na cabeça que o próprio PL quer derrubar o Flávio.Não é só a madrasta e o bezerro.Tem o Valdemar que só fala bobagens,a Emília que faz o que quer em SC.Os apadrinhados de Mi e Ni que não apoiam o Flávio.Só Deus e o povo par ajudar Flávio.
@Pri_usabr1 Olha, isso cansa. Estamos em um guerra e esses mal acabados vem com esse discurso em cima do muro. É de cair cool. Se esses caras fossem enquadrados pelo @FlavioBolsonaro que tem o que há de mais valor que é o NOSSO VOTO, acabava com essa palhaçada.