@cesar_dev_ar Pô César, gosto de vc e parabéns pelo trabalho. Mas não cai nessas, pô. Vc acha que o moleque do Planeta Futebol sabe oq é um NDA e sobre que termos? Esse perfil fazer jornalismo pobre é problema, mas vc disseminar é mais grave, pq eu confio em vc
Bom dia, camaradas. Preparei um link no drive com várias peças de comunicação batendo na família bolsonaro para rodar nos grupos de zap, Insta, tiktok, kwai, etc. Só baixar os vídeos e usar. Boa parte desses vídeos, usei na minha campanha e todos tiveram audiência na casa dos milhões. Vamos fazer isso circular ao máximo!
https://t.co/jvnXAFuAS9
Do João Moreira Salles. Leiam: um dos textos mais corajosos e extraordinários já escritos sobre estes tempos extremos. Além de tudo, dá nome aos bois. Impossível de não ser lido. A. @revistapiaui https://t.co/oHQBOQl0qG
We Must Pace the Frontier: I’ve written a new essay on why the AI industry should slow down, with a three-part plan for doing so.
Anthropic is unilaterally committing to the first of these steps. We’ll provide third-party evaluators with permanent, employee-level access to our systems, so that they can verify adherence to our safety measures, report on incidents, and assess models’ alignment during training.
You can read the full post here: https://t.co/OGyPb7yaYt
Anthropic CEO worries we're 6-12 months away from a swarm of AI agents capable of taking over the ENTIRE internet
Calls for immediate, global 1-2 year slowdown in AI development
Time to trust the people building the technology over the people merely investing in it
I resigned from Anthropic today. I spent the last three years doing pretraining research at both OpenAI and Anthropic. Neither company is acting responsibly. They are racing straight to self-improving superintelligence and gambling with our lives. More thoughts below.
A brewing controversy in Major League Baseball is putting the Los Angeles Dodgers under scrutiny and resurfacing questions about how billionaire Mark Walter acquired the team.
At the center of it is a little-known business deal involving Lakers legend Magic Johnson.
William Brangham (@WmBrangham) discussed with Pulitzer Prize-winning journalist Pablo Torre, who has uncovered new revelations about this intricate saga.
Google’s AI Mode is ripping people off, hitting shoppers with prices that are an average of 21.6% higher — according to a new study.
https://t.co/dyh2l71ZZg
Alexandre de Moraes e a amnésia de classe
Alexandre de Moraes nunca foi de esquerda ou algo minimamente próximo disso. Sua biografia é a de um homem da ordem, formado politicamente na direita paulista e habituado a tratar conflito social como caso de polícia. Quando estudantes, trabalhadores e movimentos sociais cruzaram seu caminho, quase sempre o encontraram do outro lado.
Sua carreira política foi construída na direita brasileira. Passou por DEM, MDB e PSDB. Nos governos tucanos de Geraldo Alckmin, foi secretário da Justiça de São Paulo, presidiu a antiga Febem e, anos depois, assumiu a Secretaria da Segurança Pública. Entre uma passagem e outra pelo governo paulista, tornou-se o “supersecretário” de Gilberto Kassab na Prefeitura de São Paulo, acumulando o comando de Transportes e Serviços.
Sob sua responsabilidade, a PM reprimiu estudantes secundaristas e manifestações contra o aumento das passagens. Moraes defendeu o uso de balas de borracha e chamou os protestos contra o impeachment de Dilma de “atos de guerrilha”.
No próprio dia do afastamento de Dilma, assumiu o Ministério da Justiça de Michel Temer. Ainda filiado ao PSDB, recebeu de Temer sua indicação ao STF.
J�� ministro, votou contra o habeas corpus de Lula, pela prisão após condenação em segunda instância, pela terceirização irrestrita e pelo fim da contribuição sindical obrigatória.
A biografia fala por si. Moraes foi formado dentro da direita tradicional e levou sua concepção de ordem para cada posto que ocupou no aparato do Estado.
A esquerda digna desse nome sempre soube disso.
Diante da tentativa de golpe bolsonarista, Moraes cumpriu um papel correto e necessário. Fez a porra do básico. Usou as atribuições de seu cargo contra uma quadrilha que pretendia destruir o processo eleitoral e abrir caminho para uma ditadura.
Naquele momento, defender sua atuação, exigir a prisão dos golpistas e construir uma unidade ampla contra o fascismo eram obrigações democráticas elementares. O básico tornou-se decisivo porque uma parte considerável das instituições, das Forças Armadas e das classes dominantes flertava abertamente com o golpe.
A direita institucional entrou em choque com a extrema direita golpista. A esquerda precisava explorar essa contradição, apoiar todas as medidas necessárias contra o golpe e preservar sua independência política.
Parte dela preferiu entrar na farra dos memes.
O “Xandão” talvez tenha começado como brincadeira. Aos poucos, virou uma pedagogia política às avessas. A piada apagou a biografia, embaralhou os campos e expôs o tamanho da nossa decadência política: bastou uma autoridade enfrentar Bolsonaro para que parte da esquerda a adotasse como herói do nosso campo.
Também pudera. Boa parte das atuais direções partidárias da esquerda está mais preocupada com performance digital e com a próxima eleição do que com formação política. O meme ocupou o espaço da análise, a militância virou torcida e uma convergência circunstancial ganhou aparência de identidade política.
É constrangedor. Parte da esquerda parece incapaz de apoiar um ato correto sem transformar seu autor em herói popular.
Unidade tática é uma coisa bastante simples. Diante de um inimigo comum e mais perigoso, forças diferentes podem atuar juntas em torno de um objetivo delimitado. Naquele caso, derrotar a tentativa de golpe, preservar as liberdades democráticas e punir os responsáveis.
Uma aliança assim não apaga a história de ninguém nem transforma representantes da ordem em aliados permanentes do povo.
O STF que julgou os golpistas é o mesmo que autorizou a terceirização irrestrita, enfraqueceu sindicatos e atacou direitos trabalhistas. Moraes participou das duas coisas. Sua trajetória é perfeitamente coerente: trata-se de uma autoridade conservadora defendendo a ordem constitucional contra uma extrema direita que pretendia destruí-la.
Podemos estar do mesmo lado numa batalha concreta e continuar em campos opostos na disputa pelo futuro da sociedade. A política fica incompreensível quando essa diferença elementar desaparece.
Nunca, jamais, nem brincando, devemos nos confundir com um sistema que explora o povo e o trata como inimigo sempre que ele se organiza para mudar a própria vida.
Você, que é de direita, não seja burro ou oportunista. Moraes foi formado nos partidos tradicionais do seu campo, serviu aos seus governos e sempre pertenceu à direita. Recusar o golpe de vocês não o transformou em esquerdista.
Você, que é de esquerda, também não seja burro. Comemorar a prisão de golpistas não exige que você entregue a Moraes uma identidade política que toda a sua biografia desmente.
A unidade tática pode ser uma necessidade histórica. A confusão política produzida em torno dela pode se tornar uma tragédia.
Que este episódio sirva, ao menos, de aviso.