Mais de 95% do patrimônio do investidor brasileiro está em reais.
Numa moeda que perdeu mais de 80% do valor contra o dólar em 30 anos.
O Plano Real foi lançado em 1994 com paridade 1:1. Hoje o dólar está acima de R$5,20. Antes do Real, o Brasil trocou de moeda 6 vezes em 50 anos.
"Mas rende 14% ao ano."
14% bruto. Imposto de renda: até 22.5%. Sobra ~11%. Inflação: ~5%. Sobra ~6%. Depreciação histórica do real contra o dólar: ~6% ao ano.
Yield real em USD: próximo de zero.
Rende em centavos e derrete em reais.
Risco não é volatilidade. Risco é concentração em moeda fraca achando que está seguro porque o CDI é alto.
Bom dia.
Ouro vs Berskhire desde 2000
Mesmo o mais celebrado investidor de nossa era, Warren Buffett, com todo seu acesso privilegiado a informações e oportunidades, conseguiu "apenas" igualar o desempenho do ouro - um ativo passivo, sem gestão ativa. Essa dinâmica sugere uma reflexão sobre a eficiência de mercados e a dificuldade crescente de gerar alfa sustentável através de métodos tradicionais de seleção de ativos.
Quando observamos o Bitcoin neste contexto, identificamos o que pode representar uma das últimas grandes assimetrias de informação e adoção nos mercados globais.
Considere o seguinte: se um ativo com oferta fixa e demanda crescente como o ouro pôde igualar o desempenho de Berkshire, qual seria o potencial de um ativo igualmente escasso, mas com uma taxa de adoção em aceleração e uma capitalização de mercado ainda relativamente modesta?
- Apresenta um perfil de risco descorrelacionado com ativos tradicionais
- Encontra-se ainda em fase primária de adoção institucional
- GAP de Marketcap em relação ao Ouro
Os comitês de investimento que resistem a alocações em Bitcoin deveriam reconsiderar esta posição. Uma alocação estratégica e dimensionada ao risco (2-5% do portfólio) em Bitcoin poderia representar:
- Uma fonte de alfa não-correlacionada
- Um hedge contra desvalorização monetária
- Uma exposição a um ativo em estágio inicial de adoção institucional