Como prometido...para o Flávio fechar a noite com 53% dos votos válidos, ele precisa aparecer com cerca de 57% quando 9% das urnas estiverem apuradas. Depois a vantagem cai aos poucos, porque o Norte e o Nordeste entram mais tarde na contagem. A curva está no gráfico abaixo.
🇧🇷 Vorcaro teve no governo do presidente Lula, no Palácio do Planalto, uma série de despachantes de interesses do Banco Master.
🇧🇷 O Plano acertado com os petistas era saquear os fundos de pensão em 10 Bilhões de reais. 1 bilhão voltaria em propina para o petismo.
Para resumir essa história de uma vez, @filipetrielli, @CFreitasR e outros trabalhávamos numa boa na Panela, o estúdio onde fazíamos nossas bagunças. Éramos uns falidos, mas felizes. Apareceu um tal @giraldirenato com carteira aberta querendo comprar o negócio. Eles, cheios de dívidas, aceitaram. Enquanto isso, me afastei para trabalhar na BP, e exigi (!) um emprego bem pago pro Carlos também. A idéia do Giradi era ter um espaço para @Arthurmachadosp ganhar apoio do povo. Eu era uma das caras públicas da Panela. Me queriam no negócio. Por obra divina, entrei na BP e não continuei lá. Machado tentou ser deputado enquanto isso.
Depois de um tempo, alertado por gente grande, puxei a capivara (por acidente) do tal Arthur Machado. Ter sido preso na Lava Jato era a parte mais light. Pegou dezenas de milhões em fundos de pensão de estatais como os Correios (Postalis) com o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues (hoje, operador do Banco Master).
Distribuiu parte da grana em contratos genéricos para empresas de lobistas do MDB ligado a Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Cunha (Milton Lyra), para um faz-tudo de José Dirceu (Marcelo Sereno), uma representante de João Vaccari (Marta Coerin), e ainda tinha relações de "intimidade" com o Rei Arthur (aquele dos contratos com Sérgio Cabral) - uma conexão de ambos, Patrícia Iriarte, conversava com Arthur Machado sobre "pedágios" para "o Grande"...
Depois que foi preso, parece que essa turma brigou (já que um dedurou o outro). Machado saiu da cadeia em dois meses com um habeas corpus de Gilmar Mendes - que liberou 21 pessoas da Lava Jato do Rio em 30 dias. O TRF decidiu encerrar a investigação sem análise de provas.
Machado até hoje fica repetindo que "foi inocentado", o que é falso - mesma coisa do processo de Lula: não se analisou as provas, impediu-se a continuidade da investigação. Transferências, delações sobradas, operadores confessando propinas... tudo isso ficou sem análise e todo mundo foi solto em massa. A soltura foi mais uma que beneficiou muito a turma de Cabral, Calheiros, Jucá e companhia.
Arthur diz que "já explicou" o que ocorreu. Mas nunca, nunca, nunca, NUNCA explica por que, de todas as consultorias do país, pegou fundos de pensão (aposentadoria de carteiros) e depositou R$ 2,5 milhões em um contrato genérico logo na empresa de um lobista do MDB.
Nunca explicou por que botou grana na mão de Marcelo Sereno, o braço direito de Dirceu.
Nunca contou da amizade (ou "intimidade", como está nos autos) com Rei Arthur.
Esconde que tinha ligações com a representante de João Vaccari, Marta Coerin.
Nunca ousou explicar que raios de "pedágios" eram esses com o Rei Arthur em conversas com Patrícia Iriarte.
Ricardo Siqueira Rodrigues? Ele só muda de assunto, e diz que "já explicou tudo".
Ouvi um vídeo de duas horas em que ele alega que vai dizer por que foi preso. Gastou 98% do tempo fazendo jornadinha do herói, enquanto eu esperava que contasse como conheceu a turma do Cabral. Qual era seu grau de amizade com Milton Lyra. Ou se havia explicação para uma transferência de US$ 127.358,50 para o "Miltinho" no Panamá. Ou por que distribuiu tanto dinheiro pra gente de gosto duvidoso (por exemplo, por que pagou US$ 399.960 ao doleiro Edward Penn, acusando de facilitar a lavagem de R$ 45 milhões roubados do Postalis), o que eram os tais pedágios... nada. Depois de duas horas, ele diz que "armaram pra mim". Pronto, só isso. "Armaram pra mim".
Enfim, em 2019 Machado estava de volta às ruas, meses depois de chamar Bolsonaro de "Boçalnaro". Agora, havia se afastado da turma de Vaccari/Cabral/Calheiros/Dirceu, mas quis manter o mesmo tipo de negócio. Dessa vez com Bolsonaro, aproveitando que, na época, ele estava brigando com Deltan, o nome público da Lava Jato.
Arthur comprou a Panela (o estúdio onde gravávamos), se refez como "bolsonarista" roxo (mas se aproximou dos eleitores do Bolsonaro, sem defender uma única pauta do Bolsonaro) e passou a dizer que a direita deve defender um "nacional-desenvolvimentismo", a própria visão de Dilma, Brizola e Getúlio: controlar a economia por estatais cheias de fundos de pensão dando sopa. Fala abertamente em "investir" fundos de pensão em aportes "de risco". Claro, para um americano, isso significa algo como o IPO da Anthropic. Ele, aqui, quer dizer algo como "as empresas em que 'investi' ligadas à turma de Cabral, Vaccari, Dirceu, Jucá".
Eu pesquisei, demorei, achei algumas partes do processo, tive ajuda de advogados, juiz, procuradores e gente do mercado me alertando. Um procurador me falou que eu teria risco de vida. Meu padre me falou apenas para avisar e cair fora. Foi o que fiz: disse pro Trielli que tinha treta, ele só me respondeu: "O cara está limpo". Alertei, saí de perto e, em público, fiquei quieto.
Enquanto isso, ficou o vendido do @kimpaim fazendo o papel público que Giraldi e Arthur queriam que eu performasse (e nunca teria aceito, se tivesse continuado a conversar com eles): passa o dia inteiro perseguindo a turma da Lava Jato e as pessoas ao redor de Bolsonaro que não aceitam negociata com centrão nem esquema com estatais. Ou seja, justamente os que estão na política por princípios, e não para "criar estatais cheias de fundos de pensão dando sopa".
Kim Paim repete a um público lobotomizado que quem não aceita o centrão no governo é "traidor". O público, que largou os livros da época do Olavo pelo celular 25 horas por dia, fica repetindo "traidor, traidor" a todo mundo que atrapalha os negócios de Arthur e o uso de Bolsonaro para voltar a abocanhar fundos de pensão.
Com o Trielli, Carlos e outros fazendo a "cara simpática" do projeto, meio mundo na direita tem caído nessa conversinha. O público deles está a um passo de dizer que Lula é inocente e que o problema do país é a Lava Jato, Deltan e Moro. Aliás, nem sempre a um passo: vários já repetiram isso.
Eu continuei quieto por mais de um ano, até que esse prostituto desse tal de Kim Paim veio me cobrar apoio público ao Arthur no privado. Mandei não me encher, mas sabia que não era uma conversa, era uma ameaça: se eu não defendesse que Arthur é um santo, logo a máquina de cancelamento dele, a la Sleeping Giants/Choquei, estaria contra mim. Dito e feito, a campanha de difamação começou em menos de uma semana. Trielli, Carlos e outros silenciaram em cumplicidade.
Devo ter perdido mais de 20 mil seguidores. Perco mais de 2 mil todo santo mês. Perdi muito dinheiro no processo (minhas movimentações estão abaixo de uma centena de reais por vez). A alegação das pessoas, que nada entendem disso, é que eu "não sou bolsonarista", enquanto estou defendendo os Bolsonaro da ditadura do Judiciário dia sim, dia também. Mas como o Kim Paim não pode me acusar de ser contra negócios com a turma de Dirceu, Calheiros e Vaccari, prefere só enganar os trouxas falando em nome de Bolsonaro. Todo santo dia, dezenas vêem me xingar como "traidor de Bolsonaro" até hoje.
Em resumo, eu sou contra receber para defender esse tipo de negócio. Paim, Trielli, Carlos e outros preferem hoje trabalhar com quem mente, se afastaram de todos os seus amigos, ficaram só com uma seita em que ninguém pode perguntar pro chefe o que era a XNIXOR Inc., e não se importam em receber de quem remete US$ 8.922.696,05 ao doleiro Edward Penn. Eu prefiro continuar pegando meu busão 5 da manhã aqui em Osasco.
@dlglais Sério? Me amarro com os novos xingamentos que aprendi kkkk: peida leite, fiscal de rola alheia, sommelier de pica, aborto mal sucedido, massa encefálica terceirizada, estagiário de propaganda partidária