Enquanto você dormia ontem à noite, entregue e vulnerável como só o sono permite, nossa galáxia percorreu milhões de quilômetros pelo espaço. Você não fez nada. Não precisou. O universo carregou você.
Carl Sagan escreveu certa vez que somos “pó de estrelas que ganhou consciência de si mesmo” - fragmentos do cosmos que aprenderam a se perguntar sobre sua própria origem. Guarde essa ideia por um momento.
Pense no que isso significa: você acordou hoje em um lugar onde nenhum ser humano jamais esteve. O mesmo quarto, o teto familiar, a luz entrando pela mesma fresta e, ainda assim, cosmicamente falando, um território absolutamente virgem. A realidade é nova a cada manhã de um modo que vai muito além da poesia.
E agora, neste exato momento, enquanto seus olhos percorrem estas palavras, seja sentado na cadeira, deitado no sofá, recostado na cama, a Terra não parou para esperar. Ela gira sobre si mesma a mais de 1.600 quilômetros por hora. Orbita o Sol a quase 30 quilômetros por segundo. E arrasta consigo todo o sistema solar em direção à constelação que os antigos chamavam de Hércules. Tudo isso enquanto você lê. Enquanto você respira. Enquanto você, por um instante, pensou que estava parado.
Você nunca esteve parado. Nem nos seus dias mais imóveis. Nem nas suas fases mais difíceis, quando tudo parecia estagnado e o tempo pesava como chumbo. O universo nunca aceitou essa imobilidade. Ele seguiu te carregando, silencioso e fiel, mesmo quando você duvidou de si mesmo.
E se o universo se dá ao trabalho de carregar você milhões de quilômetros enquanto você vive, talvez haja algo de importante nessa viagem. Talvez você seja parte importante dela.
Somos a única parte conhecida do cosmos capaz de se maravilhar com o próprio movimento. As estrelas não sabem que viajam. As galáxias não contemplam sua própria grandiosidade. Só você faz isso, só você lê uma frase sobre o cosmos e sente que há algo grandioso lá fora.
Então da próxima vez que você acordar sentindo que está no mesmo lugar de sempre, que nada mudou, que você não avançou, lembre-se: você passou a noite inteira viajando pelo universo. Você chegou a mais um dia, a mais um lugar que não existiam ontem.
Ninguém mais vai viver este ponto exato do cosmos por você.
JOANA D’ARC: O PREÇO DE ESTAR CERTO!
Ela tinha 19 anos. Não sabia ler. Não tinha exército próprio. Não tinha título, poder ou proteção.
Tinha uma certeza. E essa certeza mudou o curso da história. Em 1431, dezenas dos melhores teólogos da Europa tentaram destruí-la num julgamento projetado para condená-la.
Ela respondeu cada armadilha com uma clareza que os deixou em silêncio.
Winston Churchill — primeiro-ministro do país que a queimou — a chamou de a figura mais pura da história europeia em mil anos.
489 anos depois de sua execução, a mesma Igreja que a condenou a declarou santa. Ela estava certa. Sempre esteve.
Vivemos num tempo em que dizer a verdade virou ato de coragem. Em que o silêncio estratégico virou virtude.
Joana D’Arc tinha 19 anos e enfrentou o poder institucional mais absoluto da sua época. Sozinha.
Você tem quantos anos?
Bem, pessoal, encerro o dia de hoje compartilhando as palavras de Victor Glover, piloto da missão Artemis II. Esta foi a mensagem transmitida por ele diretamente das proximidades da Lua, instantes antes da nave entrar na zona de silêncio e perder o sinal com a NASA:
“Obrigado a todos vocês por nos permitirem o imenso privilégio de estarmos juntos nesta jornada. É realmente incrível.
E, à medida que avançamos nesta jornada, pensando na missão da NASA de explorar o desconhecido no ar e no espaço, inovar em benefício da humanidade e inspirar o mundo por meio da descoberta... esperamos estar fazendo exatamente essas coisas.
E conforme nos aproximamos do ponto mais próximo da Lua e do ponto mais distante da Terra, enquanto continuamos a desvendar os mistérios do cosmos, eu gostaria de lembrá-los de um dos mistérios mais importantes que existem na Terra: o amor.
Cristo disse, em resposta a qual era o maior mandamento, que era amar a Deus com tudo o que você é. E Ele também, sendo um grande mestre, disse que o segundo é igual a este: amar o próximo como a si mesmo.
Portanto, enquanto nos preparamos para ficar sem comunicação via rádio, ainda sentiremos o amor de vocês vindo da Terra. E a todos vocês aí embaixo, na Terra e ao redor da Terra: Nós amamos vocês da Lua."