Today is Trump’s “VIP level” meeting with Latin American leaders — friends on ideological right
But no need to exaggerate
Trump has also in last month met Petro, invited Lula to White House and continued good collaboration with Sheinbaum as exemplified by operation against “El Mencho”
And the lovefest with Delcy
It’s been both an active and pragmatic White House in Latin America. Agree or not, they are achieving many objectives on security, migration, resources and drugs
Eu entendo quem vota no Lula pra evitar os bolsonaros.
Eu entendo quem vota nos bolsonaros pra evitar o Lula.
Eu só não entendo quem vota no Lula porque AMA o Lula e quem vota nos bolsonaros porque AMA o Bolsonaro
"How do you pick up the threads of an old life? How do you go on, when in your heart, you begin to understand...there is no going back? There are some things that time cannot mend, some hurts that go too deep...that have taken hold"
O mundo discutindo Inteligência Artificial e liberdade, e o Brasil preso a um político que ainda pensa com a cabeça de sindicato dos anos 80. Votar no Lula não é esquerda nem direita, é escolher viver no retrocesso. O Brasil é grande demais para caber nesse passado. 🚫🇧🇷"
No dia 19 de junho de 2011, em visita a Brasília, o então presidente Barack Obama ordenou bombardeios à Líbia para derrubar o regime de Muamar Kadafi. A ação ocorreu sem aval do Congresso em Washington e através de uma distorção da resolução 1.973 das Nações Unidas. O ditador líbio acabaria deposto e morto dias depois por milícias armadas pelos EUA.
Ao longo do seu mandato, o democrata bombardeou, além do território líbio, a Síria, o Paquistão, o Iêmen, a Somália, o Afeganistão e o a Iraque. Este último dos sete países foi atacado por todos os presidentes dos EUA nos últimos 37 anos - George Bush (o pai), Bill Clinton, George W. Bush, Obama, Donald Trump e Joe Biden. Espanta, portanto, ver alguns dizerem que o atual presidente seria o primeiro a desrespeitar as regras do direito internacional, como se fosse algo inédito. Não foi. Os antecessores dele na Casa Branca também realizaram ações militares sem consultar deputados e senadores e ignorando completamente a comunidade internacional.
Usei Obama como exemplo porque às vezes há a sensação de que o cenário seria muito diferente nas administrações dele. Domesticamente, sem dúvida. Mas muitas ações ordenadas pelo democrata, como na mudança de regime na Líbia, que segue instável até hoje, e na morte de centenas de civis iemenitas em ataques de drones devem ser condenadas. Foram operações comparáveis ou até piores do que a de Trump na Venezuela. Por que agir para na prática matar Kadafi e provocar a destruição da Líbia seria menos grave do que capturar Nicolas Maduro? Nem debaterei sobre Bush, que invadiu e destruiu o Iraque com base em informações falsas. Centenas de milhares de iraquianos morreram na guerra, além de 4 mil soldados norte-americanos (e o dobro deste número se suicidou ao retornar aos EUA).
O ineditismo da ação de Trump foi invadir um país da América do Sul. Aliás, é preciso diferenciar América do Sul de América Latina, como explico na minha newsletter no Globo desta quinta . Seria impensável em um passado recente uma operação militar na norte-americana em um país sul-americano. Mas veriam com naturalidade no Oriente Médio. Afinal, o direito internacional não é aplicado há décadas em nações como Iraque e o Iêmen. Agora a América do Sul entrou na lista.
Desde Clinton, a América do Sul havia sido relativamente abandonada pelos EUA, abrindo espaço para um fortalecimento da China cada vez maior na região no âmbito econômico. Bush, em uma época na qual a economia e poderio geopolítico da China era menor, estava focado em suas guerras no Iraque e no Afeganistão. Fluente em espanhol, até gostava da América do Sul e esteve duas vezes no Brasil. Mas não teve como priorizar. Obama, Trump 1 e Biden simplesmente ignoravam a região. O ex-secretário de Estado, Anthony Blinken, que não sabe dar “good morning” em português ou espanhol, tratava de uma forma esnobe a região.
Com o secretário de Estado, Marco Rubio, Trump parece ter dado uma guinada e passou a priorizar a América do Sul. A partir de agora, os países do continente do Brasil não são mais imunes a ataques dos EUA.
Se realmente o Twitter for suspenso vou ficar aqui sentado esperando que volte. Não sou nem Alexandre nem Musk. Sou eu mesmo. Sou o que falo. Sou o que faço. Sou o que penso. Sou o que sinto.