O Município de Braga e duas das suas empresas (TUB e AGERE) celebraram três contratos por Ajuste Direto com o Jornal Observador, fixados coincidentemente no limiar legal de 19.990 € cada. O teto máximo permitido por lei para ajustes diretos de serviços é de 20 mil euros.
A TUB (empresa de transporte dos passageiros bracarenses) e a AGERE (recolha de resíduos e o saneamento dos bracarenses, assinaram ambas contratos de 19.990 € para a "Realização do Evento Cimeira da Indústria". Tinham realmente muito interesse em realizar um evento em que se discutisse a competitividade, a aceleração tecnológica, os custos energéticos e o papel da indústria no crescimento económico.😎
Para a promoção do evento foi considerado um prazo de "10 dias", desmentido pela própria cláusula jurídica do contrato, que estipula o fim do contrato no dia do evento.
Contas feitas, pagaram-se 19.990 € por escassos 4 dias de promoção — uns absurdos 5.000 € por dia. Em contrapartida, em 2024, o Jornal Observador vendeu ao mesmo município uma campanha de sustentabilidade de 122 dias por 19.950 € (apenas 163 € por dia).
Por coincidência, em 2025, o Jornal Observador obteve uma entrevista exclusiva com Inês Varajão Borges, a principal colaboradora da Spinumviva e esposa do atual presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues (PSD), filho do dono da gasolineira envolvida na polémica com a Spinumviva. Foi João Rodrigues que assinou com o Jornal Observador o contrato de 19.990 € para promover o evento em 4 dias antes.
@cgpliberal Os especuladores especularam com a falência, até que Draghi afirmou que ela era impossível ("whatever it takes"), acabando com a especulação. É assim tão difícil de entender o que é especulação?
@rxcrossfit@richardslopes83@tiagopita Muita gente não sabe, mas o tempo de carregamento dos carros elétricos é 5 segundos para os ligar à corrente, 5 segundos para os desligar, totalizando 10 segundos por dia. O telemóvel não vai a uma bomba para carregar pois não?