My position is that gender dysphoria is a real, painful condition and that for some adults, the only way they may feel able to resolve that inner conflict is transition. If that’s the road they choose I wish them long life and happiness and I would vigorously oppose any discrimination against them when it comes to employment, housing or voting rights.
I do not believe children have the capacity to consent to treatments that may leave them infertile and, in some cases, anorgasmic. Multiple studies have shown that gender dysphoria in childhood and adolescence is not uncommon, for gay kids particularly, but it also occurs in, for example, straight girls who hate the idea of becoming women and sometimes, tragically, in children who’ve been abused. The available evidence shows that in the majority of cases, gender dysphoria resolves after the person has gone through adolescence. I am strongly opposed to the experimental treatment of blocking puberty in dysphoric children. I believe trans activists have behaved hugely unethically and irresponsibly in pretending that there is good evidence that these treatments are beneficial (there isn’t), that puberty blockers are completely reversible (there is a mounting body of evidence to suggest they aren’t) or that children are likely to kill themselves if denied blockers (there is no evidence to support this and suicide prevention charities warn against making such statements, due to the very real danger of suicide contagion.)
Of course, not all trans-identified people are dysphoric. Erotic transvestism, also known as autogynephilia, (getting a sexual thrill out of dressing as/pretending to be a woman) has been around for a very long time. I believe lesbians are entitled to exclude straight, cross-dressing men from their dating pools without being accused of bigotry and worse (same goes for gay men with trans-identified women). It’s profoundly homophobic to attack gay people for being same-sex attracted.
I don’t believe anyone, adult or child, is ‘born in the wrong body.’ That is an unfalsifiable, quasi-religious belief. A person may *feel* as if they’re in the wrong body, but humans cannot literally change sex. However they identify, men don’t belong in the single-sex spaces for which women fought so hard.
A situação do Lito Sousa é uma tragédia pública . Entendo que a comoção das pessoas sobre a doença rara e grave mova influencers médicos a fazerem publicações sobre Creutzfeldt-Jakob, mas não consigo deixar de achar que é um tremendo desrespeito que se faça isso neste momento.
Meu post anterior sobre a polêmica da declaração patrimonial de Erika Hilton ficou grande e pouco claro. Muita gente não leu. Por não ler, não entendeu. Vou ser mais objetivo nesse.
Qual é o meu ponto? Não, não é tão estranho assim Erika ter declarado apenas R$ 15 mil em bens, mesmo estando hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil. Isso, por si só, não autoriza qualquer insinuação de desonestidade.
Revela outra coisa, tão grave quanto: um padrão de consumo absolutamente condenável em nossa sociedade e que não deveria ser reproduzido por referências do campo progressista.
Explico.
O padrão de consumo que ela exibe, com bens de luxo exclusivos, é típico de uma elite composta por multimilionários. Bolsas caríssimas, roupas, acessórios e tudo o mais. Mesmo alguém como Erika, hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil, teria dificuldade para sustentar regularmente um padrão voltado para uma fração ainda mais restrita do topo.
Em alguns casos, as roupas, bolsas e acessórios usados por ela em um único dia de “trabalho” custam mais do que milhões de famílias conseguem juntar depois de uma vida inteira de trabalho para comprar ou simplesmente dar entrada numa casinha e ter um teto para viver.
Aliás, na boa: cabe à esquerda naturalizar e promover marcas que existem justamente para produzir distinção de classe?
Porque esse é um ponto importante. Erika não apenas consome e exibe esses artigos de luxo exclusivos. Ela prestigia e promove publicamente esse universo e essas marcas, cujo negócio depende precisamente da exclusão.
São empresas que vendem para o 0,01% produtos cujo preço proibitivo faz parte da própria mercadoria. Uma bolsa de dezenas ou centenas de milhares de reais vale socialmente porque quase ninguém pode tê-la. A exclusão é parte do produto. O privilégio é parte do produto. A desigualdade é parte do produto.
O que se compra ali é também o direito de ostentar diante dos outros que se pertence a um mundo do qual quase toda a humanidade está excluída.
É difícil imaginar símbolo mais grotesco de uma sociedade dividida em classes: milhões trabalham a vida inteira tentando juntar dinheiro para uma casa, enquanto uma pequena elite carrega no braço (ou coloca alguma trabalhadora para carregar), numa única bolsa, o equivalente ao patrimônio que essas famílias talvez jamais consigam construir.
Essas marcas fazem da desigualdade extrema uma estética. Transformam concentração brutal de riqueza em elegância, exclusão em prestígio e privilégio em mérito. São vitrines de uma sociedade profundamente injusta, na qual o luxo obsceno de uma minoria só pode existir sobre um mundo marcado pela privação de bilhões.
Cabe à esquerda prestigiar isso?
E há um episódio que, para mim, torna essa discussão ainda mais séria.
Em maio de 2023, Erika participou, em São Paulo, da comemoração dos dez anos de uma dessas marcas de luxo, a Bottega Veneta no Brasil, justamente no dia em que a Câmara dos Deputados votava a urgência do Marco Temporal, uma das pautas mais importantes para os povos indígenas naquele momento. Aliás, uma das lutas mais importantes da história do parlamento.
Erika não participou daquela votação.
É legítimo perguntar que tipo de prioridade política está sendo construída quando uma parlamentar da esquerda falta a uma votação dessa dimensão no mesmo dia em que prestigia publicamente uma das maiores marcas de luxo do mundo.
Se a esquerda passa a tratar esse padrão de consumo como referência de sucesso, prestígio, estilo ou emancipação, acaba ajudando a legitimar uma das formas mais explícitas de ostentação da desigualdade.
Nosso papel deveria caminhar no sentido contrário. Diante da ostentação, mostrar a desigualdade que a tornou possível. Diante de uma bolsa que custa o que uma família pobre não consegue acumular em décadas, explicar a brutalidade de uma sociedade que concentra tanto nas mãos de tão poucos.
Diante do luxo obsceno, expor a podridão de um sistema que transforma essa distância social monstruosa em objeto de desejo.
Por fim, é completamente descolado da realidade ver gente de esquerda tratando alguém que há anos está entre os 0,3% de maior renda do país como se continuasse sendo “pobrezinha” porque veio de baixo.
Ter vindo de baixo é parte da trajetória de uma pessoa. Não define eternamente sua posição econômica e social.
Erika recebeu para lá de R$ 2 milhões em remunerações parlamentares ao longo desses anos. Considerando apenas seus subsídios como vereadora e depois como deputada federal, estamos falando de uma renda absolutamente excepcional para os padrões brasileiros.
Para termos dimensão do abismo, o que ela ganhou em 6 anos corresponde a quase 100 anos de salário mínimo, contando 13º. Quase um século de trabalho de quem está na base da pirâmide.
É desse abismo social que estamos falando.
E justamente por isso é tão estranho ver parte da esquerda considerar ofensivo discutir o consumo conspícuo, predatório e exclusivíssimo de marcas de luxo, enquanto considera perfeitamente normal transformar os símbolos mais ostensivos desse mesmo abismo social em referência de sucesso e até de emancipação de minorias.
Emancipação não pode significar conquistar o direito individual de ocupar o lugar reservado aos ricos na estrutura da desigualdade. Para a esquerda, emancipação precisa significar enfrentar a estrutura que produz esses lugares, essas hierarquias e essa desigualdade obscena.
"O que você faria com 9 milhões na conta?" (Repórter)
"Comprava todo de bomba, pra estourar no mundo todo. Fazia uma guerra mundial"
KKKKKKKKKKKKK #BAMeioDia
Honestamente, gostei do show da Shaki, mais do que Madonna (que eu fui) e Lady Gaga. Toda essa vibe latinidade, farofada, figurino da Uruguaiana, música fora do tom, mulheres que correm com lobos, tia que toma duas caipirinhas e fica saliente, colega de trabalho cinquentona que acabou de descobrir inteligência artificial e usa em todas as mensagens do trabalho, abuso da dança do robô, participação aleatória de escola de samba, a sequência Anitta na fase Racional, Caetano e Bethania vestidos ja pro show de virada do ano, Ivete talvez mais empolgada que o necessário, fogos e drones, setlist bagunçado, uma coisa toda meio show de auditório da SBT… combina muito mais com o Rio, vão me desculpar…
E eu nem curto pop, fui no show da Madonna pra acompanhar a patroa.
O carinho por Shakira é muito afetuoso, né?
Lady Gaga e Madona a gente ama, idolatra, mas Shakira a gente ama e idolatra e ao mesmo tempo sente um carinho como se ela fosse aquela nossa prima do Espírito Santo que foi fazer um intercâmbio no exterior e voltou famosa, né?
Eu amo.
É importante que as pessoas se lembrem sempre de que não adianta a gente brigar pra eleger um presidente progressista se elegermos junto 400 conservadores no Congresso.
Eu trabalhei 6 anos em shopping, quase um quinto da minha vida eu estive dentro de um lugar em que praticamente não via a luz do sol em busca de bater metas. Se voces me perguntarem sobre o que aconteceu com o mundo de 2014 a 2020 eu não vou saber responder, eu não sei quem ganhou o grammy, o Oscar, eu não sei quem foi campeão brasileiro ou da libertadores, eu não sei como foram os feriados da minha familia, muito menos como foram os ultimos anos das minha duas avós, que Deus as tenha.
É um limbo de 6 anos na minha mente, na minha alma. Eu engordei 30 quilos naqueles 6 anos, comecei a fumar 2 maços por dia e nas folgas eu me prendia em casa, pra faxinar e cozinhar sem nem entrar na internet pois tinha vergonha do meu chefe me ver de folga.
A escala 6x1 não é um problema de economia, é um problema humanitário. Não são tratados como seres humanos aqueles trabalham em shoppings, por isso a troca de funcionários é alta, nos escondíamos nas docas para almoçar longe dos clientes, alguns olhavam-nos torto quando nos sentávamos uniformizados na praça de alimentação e a forma como vendedores e atendentes são tratados por clientes nesses centros comerciais cortou minha alma em pedaços e moldou meu caráter, até hoje, 6 anos depois de finalmente ter me livrado deste mal, tenho uma empatia e compaixão exacerbada quando preciso ser atendido num shopping.
Até hoje pago um pouco do preço psicológico da escala 6x1 e do trabalho em shopping, e me dói saber que enquanto escrevo isso, ainda tem milhões de pessoas passando por isso neste país.
“Hoje dei mais um passo na reparação da minha própria história”, “Hoje fiz história por mim”.
Ela não quer representar nada e ninguém.
Ela usa as pautas para benefício próprio e para exaltar a própria figura pública.
No meu ranking de personalidade eu sou baiana > nordestina > brasileira > latina, e tenho extremo orgulho de todas essas denominações (sobretudo as duas primeiras, pra quem me conhece). Quem, no Brasil, não se entende latino, tá num nível de alienação difícil de salvar.