Desde muito cedo, a colonização portuguesa nas Américas reuniu os elementos fundamentais para a posterior formação de elites predatórias, com total desprezo pelos mais básicos fatores civilizacionais.
Até a década de 1960, a Argentina tinha uma renda per capita próxima dos países mais industrializados do mundo ocidental. Era um país mais próspero que Portugal e Espanha, país que a colonizou.
O estatismo destruiu essa prosperidade.
A Espanha deixou 26 universidades nas suas colônias nas Américas. Foi também a que primeiro trouxe livros, escolas e universidades para o continente americano. A Argentina foi o seu maior legado colonial, país esse que estava entre os mais prósperos do mundo até um século atrás.
A colonização britânica da América do Norte reuniu as componentes principais necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade livre e próspera. Entre essas componentes, vale destacar a educação e a liberdade econômica.
Na colonização das Américas, talvez não tenha existido colonizador mais hostil aos livros, à escola e à universidade do que Portugal, que proibiu livros, mandou fechar escolas e não construiu nenhuma universidade nas suas colônias.
Até 1930, 75% dos portugueses eram analfabetos.
A colonização britânica na América do Norte trouxe vários elementos civilizatórios, como escolas, universidades, livros e liberdade econômica. Esses elementos estão quase que 100% ausentes na colonização portuguesa que, inclusive, proibiu alguns deles (livros) nas suas colônias.
No século 18, a cidade da Filadélfia era o lugar do Império Britânico com a maior quantidade de livreiros e livrarias, sintoma de uma sociedade acostumada à leitura, à cultura e aos confortos menores da civilização.
Na mesma época, Portugal proibiu os livros nas suas colônias.
A América Colonial era uma colônia de pessoas livres e alfabetizadas, com suas 10 universidades e dezenas de escolas menores (grammar schools) para ensinar os mais humildes. Ainda no século 18, a colônia já produzia instrumentos científicos e 80% da sua população era livre.
Quando a Família Real se transferiu para o Rio de Janeiro em 1808, havia apenas 4 médicos em toda a colônia. Quando os americanos se independeram em 1776, eles já contavam com 2500 médicos.
Colonização portuguesa, eis uma desgraça que lugar nenhum do mundo merece receber.
Por onde a colonização portuguesa passou, ela deixou um rastro de pobreza, corrupção, ignorância, brutalidade, escravidão, obscurantismo, proibições econômicas/intelectuais e todo tipo de mazela social. Fora o desprezo pela escola e pelos livros.
Os cátaros e os waldenses agiram com extrema violência contra católicos inocentes. Quando a nobreza católica decidiu dar uma resposta à altura, os dois grupos se vitimizaram e espalharam todo tipo de mentiras sobre a Igreja, sem mencionar nada a respeito de sua brutalidade.
Alguns dos heresiarcas medievais eram analfabetos.
Houve um que pediu para fazer parte de um monastério. Quando os monges viram que o sujeito não sabia ler nem escrever, dispensaram-no, o que apenas fez aumentar a ira dele contra a Igreja e a ordem social e espiritual da época.
A violência feita em nome de valores seculares ultrapassa e muito qualquer violência feita em nome de qualquer religião.
Prova maior disso foi a Grande Conflagração Secular que ocorreu entre 1920 e 1945.
A região da Boêmia foi o lugar de origem de algumas das principais heresias medievais e também de alguns movimentos secularistas que mais tarde trariam desastres inimagináveis ao mundo.
As doutrinas e teologias de Wycliffe, Waldo, Bruys, Hus, Lutero, Calvino, cátaros e outros apresentam o estigma maior presente em todas as heresias: A simplificação.
Fora o espírito revolucionário e o ímpeto de destruição da ordem social presentes nos ensinamentos dessa turma.
A grande inovação de Lutero foi ter trazido ao mundo a idéia de que é aceitável ter um espírito revolucionário perante a Igreja de Cristo. Esse foi um tabu quebrado por ele.
Lutero teve sucesso onde seus antecessores (Wycliffe, Bruys, Waldo, Hus, cátaros e outros) fracassaram.
As revoluções de 1517, 1789, 1917 e 1933 tinham, todas elas, entre seus objetivos finais, a completa destruição da Igreja Católica.
Todas, em menor ou maior grau, traziam em seu rastro a perversão da relação entre Deus e o homem.