Peguei no famoso gráfico de Mark Perry sobre os preços americanos e refi-lo para Portugal, com os dados oficiais do INE (IHPC, 2000–2025). A inflação total foi +70,6%. O que subiu mais, o que desceu — e as três lições que o gráfico mostra.
1. Onde há concorrência global, os preços caem. Onde não há, sobem.
Computadores: −87%. Televisores: −82%. Brinquedos: −23%. Vestuário: −24%. Tudo o que é transacionável, produzido em concorrência mundial e tocado pela tecnologia ficou drasticamente mais barato — em termos reais, um computador custa hoje uma pequena fração do que custava em 2000.
Habitação, água, eletricidade e gás: +124%. Educação: +105%. Serviços hospitalares: +126%. Tudo o que é local, protegido, licenciado e intensivo em trabalho subiu muito acima da inflação. O padrão não é português nem americano — é universal: a concorrência é a única política de rendimentos que funciona todos os dias.
2. Em Portugal, quando os preços incomodam, o Estado não os baixa — esconde-os.
Reparem na linha dos livros: despenha-se 60% em 2019–20. Os livros não baratearam; os manuais escolares passaram a ser "gratuitos". A queda dos serviços hospitalares em 2022–23 coincide com a abolição das taxas moderadoras. A educação achata depois do teto às propinas. O índice mede o que o consumidor paga no balcão — quando o Estado assume o custo, o preço não desaparece: muda de morada, do vosso bolso à vista para o vosso bolso via impostos. O gráfico tem uma segunda camada invisível, e chama-se Orçamento do Estado.
3. A linha vermelha escura é a mais portuguesa de todas.
O salário mínimo subiu +174% — duas vezes e meia a inflação. Parece uma boa notícia, e para quem o recebe é. Mas o salário médio não acompanhou este ritmo, e o resultado é a compressão salarial que define o nosso mercado de trabalho: a distribuição inteira esmagada contra o mínimo, com quase um terço dos trabalhadores a recebê-lo ou pouco mais. Quando o mínimo sobe por decreto e a produtividade não sobe por decreto, o que se comprime é o prémio de ser bom — a diferença entre o salário de quem começa e o de quem vale muito. É a anatomia do salário baixo: não falta redistribuição, falta produtividade que a pague. O fim da meritocracia.
A moral do gráfico cabe numa linha: baixou o que enfrenta concorrência; subiu o que está protegido; e o que o Estado "resolveu" foi apenas mudado de fatura.
Fonte: INE — Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, médias anuais (via Eurostat); salário mínimo: Eurostat. Nota: uso o salário mínimo, e não o médio, porque não existe série oficial contínua do salário médio para 2000–2025.
Last week I published "The Fatal Conceit, Renewed." Today I publish its companion: a catalogue of the methodological errors in the work of Thomas Piketty and Mariana Mazzucato.
The errors are not peripheral. They are devastating — and they all lean in the same direction. In econometrics, we have a name for an estimator whose errors all point one way: biased. In politics, we also use the same name.
Why spend the effort taking these two apart? Because they are dangerous. Piketty and Mazzucato are the intellectual darlings of today's left. They supply a veneer of scholarly respectability to what the left is forever seeking: a justification for higher taxes and more state intervention. The oldest idea in politics — that a few enlightened people know better than the rest of us what to do with our money.
The fame is real. The findings are not. Here is the audit.
Our new paper in the Journal of International Economics lands right in the middle of the recent @lugaricano and @paulkrugman discussion on why Europe is falling behind the US. We model the Baumol cost disease within services that acts as a structural drag on European aggregate productivity, and show why trade won't easily cure it.
This is Marco Rubio explaining how the USA promised to defend Ukraine forever if they got rid of their nuclear arsenal left after the Soviet Union fell.
This is why lil marco was sinking into the couch. He was hoping we wouldn’t find it…so don’t RT right now this very second.
@mfariacastro Qd me mudei da suécia para os eua e precisava de renovar o passporte, a resposta q tive do consulado foi: temos a maquina de fazer passaportes avariada e n há dinheiro para a arranjar. vá à finlandia, dinamarca ou entao a portugal.
O ataque russo a um hospital pediátrico em Kyiv é chocante e revela mais uma vez a natureza sanguinária de Putin e do regime de Moscovo.
A Iniciativa Liberal vai apresentar um voto de condenação por mais este acto bárbaro e manifesta solidariedade total ao povo ucraniano.
@tgstavares A IL tb eh contra esses regimes de favorecimento fiscal. Eu como economista acho isto tudo bom para pt. Como cidadao, sou visceralmente contra.
@DavidAJaeger Very sorry for your loss. Going through the same process with my father.. And like your father, I am also a sucker for local history and genealogy. Been transcribing old church records from the local parish for years now.l and building family trees.. Big hug!!!
@NovaSBE has several job openings in #Economics! All fields in applied economics. Apply to join us!
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#EconTwitter
Por mim, podem copiar todas. Uma por uma. Mesmo que chumbem antes algo similar. Desde que se vá libertando as pessoas destas burocracias ridículas, a questão dos créditos políticos é o menor dos problemas.
Qual o impacto expectável do PRR numa economia em pleno emprego? Para além de todos os problemas micro de má alocação de recursos e incentivos errados, há este problema macro de mau timing da despesa pública no ciclo económico. Com o @pedro_brinca https://t.co/wowNXUpHAN