O caso do Banco Master evidencia, sobretudo, o fracasso da Nova República. Todos os políticos do alto escalão – independentemente do espectro ideológico – estão envolvidos. Poderíamos, aliás, mandá-los para a Ilha das Cobras, onde estariam seguros em seu habitat natural.
Se vocês quiserem entender o porquê de delegar tomadas de decisão, construções de argumentos, revisões bibliográficas etc. para uma IA, ou qualquer outra tecnologia que o valha, é um problema, leiam as "Cartas do Lago Como", de Guardini; "A Revolução Biopolítica", de Possenti; ou "A Legitimidade do Humano", de Brague. Todas essas "facilidades" – mesmo quando unidas a coisas boas, como avanços na medicina, na engenharia e na ciência de dados – fazem parte de um projeto de poder muito mais amplo, no qual se busca construir um mundo pós (trans, em alguns casos) humano. Não se deixem enganar: nada é moralmente neutro. Estamos num ponto de inflexão civilizacional, no qual resistir à automatização da vida é conservar-se homem.
Martin Amis dizia que o dever do escritor era iniciar uma guerra contra o clichê. No Brasil, isto se tornou impossível porque o país se tornou um gigantesco lugar-comum da estupidez.
“Por mais não amados e sem valor que uma vez tenhamos nos sentido, e por mais auto-ódio e condenação que uma vez tenhamos nutrido, agora devemos ver que nos amando o suficiente para nos redimir, Deus nos deu valor.”
- J.I. Packer ( Eternity, abril de 1988).
“Não desanime porque há muito trabalho mecânico na escrita. Não há como fugir disso. Reescrevi a primeira parte de ‘Farewell to Arms’ pelo menos cinquenta vezes. Você tem de trabalhar o texto continuamente. O primeiro rascunho de qualquer coisa é uma merda.”
—Ernest Hemingway
Trabalhar num emprego comum sem pretensões grandiosas, voltar pra casa ao fim do dia, cuidar de quem você ama, ler um livro, cozinhar com calma, dormir bem, ficar em silêncio e ir à Igreja.
Uma vida simples não é fracasso.