Professor at @IFSaoPaulo and @unespmarilia. PhD in Information Science (UX, Eye-tracking); Master in Electrical Engineering; Graduated in Computer Science
A maioria das pessoas não vê a dor do outro, ou escolhe não ver.
Quem enfrenta a depressão luta, muitas vezes, sozinho.
Por isso, cuide de você. Sua vida depende disso.
Você sabia que PMs de SP - sim, PMs- estão sendo investigados por formar uma MILÍCIA para EXTORQUIR comerciantes do Brás? Repetindo: PMs. Policiais. Extorquindo. Ameaçando. No maior centro comercial da AL. A céu aberto. Leia na @folha:
https://t.co/heuCTDKCi9
DeepSeek não é resultado de exportação de grãos, mas de investimento nas mentes que o Partido Comunista da China fez por meio das escolas e universidades. Semeou saber.
Ou se investe nos professores e nas infraestruturas das escolas e universidades, ou não há futuro.
O anúncio feito hoje por Mark Zuckerberg antecipa o início do governo Trump e explicita aliança da Meta com o governo dos EUA para enfrentar União Europeia, Brasil e outros países que buscam proteger direitos no ambiente online (na visão dele, os que ‘promovem censura’). (1/8)
É impossível recuperar sua conta do #SouGov?
Chat não funciona.
0800 não atende.
Sistema de recuperação falho que te deixa num loop infinito.
Alguém já tentou recuperar a conta? @gestaogovbr
Ontem o Senado aprovou uma lei para desincentivar a leitura e encarecer os livros. É isso mesmo, livros mais caros e ler menos, você não leu errado. Explico 👇
A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei nº 49/2015, conhecido como "Lei do Preço de Capa". Essa legislação determina que todos os livros, inclusive digitais, tenham um preço único definido pela editora por um período de um ano a partir do lançamento ou importação, permitindo descontos máximos de apenas 10%.
🧐 O Objetivo Declarado vs. A Realidade
A proposta é apresentada de forma cínica como um tipo de política de fomento à produção intelectual nacional e facilitar o acesso à cultura. Na prática, ela terá o efeito oposto, e isso é 100% previsível com raciocínio básico de oferta e demanda. Proibir descontos e uniformizar o preço entre livros físicos e digitais é criar um tipo de cartel legalizado unificando esses mercados. Com menos concorrência, os preços sobem e o consumo de livros vai diminuir.
Tornar a compra de livros ainda mais custosa é um grande desserviço em um país como o Brasil em que a grande maioria não compra livros e a média de livros lidos por ano é muito baixa. Apenas 16% da população adulta comprou pelo menos um livro entre 2022 e 2023. Restringir descontos só vai afastar ainda mais os leitores potenciais.
💰 Interesse da maioria versus interesse de minorias organizadas
O que explica a aprovação de uma lei dessas não é nenhum tipo de análise custo-benefício das consequências da medida - afinal, pela ótica pública não faz o menor sentido desincentivar o consumo de livros. O que explica é a Teoria da Escolha Pública, a estratégia conhecida como benefícios concentrados e custos dispersos.
Ocorre que grupos organizados de pressão sobre o governo, no caso editoras de livros físicos, pressionaram para adoção de políticas que os favorecem às custas da maioria. Essas editoras vão ganhar bastante dinheiro com a menor concorrência e preços cartelizados. Os consumidores serão lesados com livros mais caros e menor acesso a livros, mas cada consumidor sofrerá um dano relativamente pequeno. Ou seja, as editoras têm incentivo para pressionar o governo, e o consumidor lesado não será prejudicado em intensidade suficiente para que saia da cadeira, pressione e proteste.
Outra parte prejudicada são os pequenos autores independentes, que muitas vezes dependem da via do livro digital barato para conseguirem entrar no mercado. Vamos colher também menos inovação e diversidade no mercado editorial.
E assim tomamos mais uma medida ignorante para prejudicar a maioria da população e favorecer poucas pessoas. Pior, damos um nome bonitinho e positivo, como se estivéssemos fazendo algo bom. É a política mais uma vez trabalhando contra o cidadão.
DESABAFO! 🚨Hoje ouvi o escritor palestino Atef Abu Saif, autor de "Quero estar acordado quando morrer", dizer uma coisa aterradora que me marcou:
Havia em Gaza 9 museus. Israel destruiu todos em poucos meses. Nestes museus haviam relíquias arqueológicas como peças fenícias de 4 mil anos atrás. Todas foram destruídas. Tudo.
Não houve uma comoção pública de intelectuais ocidentais. Não houve manifestos nos museus, nem tampouco viralizações como quando ativistas tacam coisas nos vidros de obras européias.
Mas o mais triste é o que está no fundo de tudo isso: Israel não quer apenas expulsar palestinos da terra e tomar todo seu território, Israel não quer sequer matar todos os palestinos de uma vez. Israel não quer SÓ apagar a história palestina.
O objetivo de Israel é destruir TODOS OS FEITOS dos palestinos na história. Assim, se um palestino encontrou um artefato fenício de 4 mil anos atrás, que se destrua inclusive O ARTEFATO de modo que não exista no mundo nenhum registro de que tenha existido alguma coisa que seja palestina nessa terra.
Isso é aterrador.
📷Qasr al-Basha antes e depois 🇵🇸