Lembro bem. Era começo de 2013. Corinthians e São Paulo jogavam pela Recopa. Ambos ganharam Libertadores e Sula em 2012. O Palmeiras militava na segunda divisão. Seu terreno era um canteiro de obras cheio de interrogações. Não faz tanto tempo. Parecia que seria daquele jeito para sempre. Não foi, e não quer dizer que o jeito de agora será. Não me agarro aos bons momentos. Se depositasse neles meu afeto, não suportaria as fases difíceis. Me encantei por camisas verdes aos sete aninhos, devidamente informado dos 14 longos anos de jejum daquele clube. Não parecia um problema que me afastasse do encanto. Sou dos que acham que um clube é a soma de seus valores, antes da soma de suas glórias. Valores são subjetivos, vitórias são objetivas, então a defesa desta filosofia é natimorta para muitos. Não me importo. Não defendo as coisas para ganhar algo ou convencer alguém. Só dou o que tenho para dar. Acredito que Abel Ferreira também. Eu perderia outros 16 anos, mas não abraçaria, jamais, os valores que ele escolheu representar.
Imagina querer colocar na cabeça do torcedor do Barcelona que você vai se contentar com o segundo lugar porque o Real Madrid gasta muito mais do que você.
E a obrigação é toda deles 😂
E a sua obrigação de pelo menos se impor e jogar mais contra o resto do campeonato?
É muita cara de pau!
murakami wrote that asking “what am i seeking?” is a hopeless question. i did this for years and got exactly what i thought i wanted… mostly superficial and unfulfilling goals.
what’s been much more powerful for me is asking “who would i be if i weren’t seeking anything?” — and writing, acting, living from that place. there’s this indescribable clarity that comes from sidestepping the striving mind and settling into a deeper sense of purpose and centeredness and okayness. and the best part is u can try it and see for urself in ~25 sec
Somewhere a therapist is trying to get people to "live in the moment" while this girl is already three levels deep into a made up game that only exists in her head and involves real trains.
The world needs more pointless whimsy.
You need to genuinely care more about showing up to the process than what comes from it. This is the only way to actually stay consistent. You need to measure yourself by SHOWING UP, not by what your efforts produce (until you’re consistent enough to 100% trust you WILL show up).
coe viado o fluminense puxou contra ataque com IGOR RABELO E GANSO e o ganso ainda atrasou a jogada e o time do palmeiras não voltou do ataque KKKKKKKKKKKKKK https://t.co/wvnQP7SzDe
By the time they made "life-changing" amounts of money, most people have usually forgotten their true calling, the path that would have integrated their core values to their daily life, and they end up steadily chasing more of what they already have instead of doing what got them where they were in the first place: assuming they have nothing to lose, being optimistic and bold about the future, and starting a new "risky" chapter with no clue about where it might end.
i have this theory that in sf, unless ur fuck-you rich, the fear of perception is so high that u eventually have to become robotic. too many of your future jobs, friendships, funding rounds, intros, opportunities run through the same small network, so being fully human starts to feel reputationally expensive
eccentricity is a reputational liability below a certain threshold of power. once u cross it, it's ✨charisma✨
best writing advice I saw was to imagine you hired a dumb little elf to write your first draft and they’re gonna be terrible. and then to pretend to be the dumb elf. I’m doing this rn but only on my notes app or in a journal by hand, no laptop
As "notas oficiais" de Palmeiras e Flamengo são um tratado sobre a inviabilidade do nosso futebol. É inviável. E indigno. Se imaginamos que a Copa pudesse civilizar o ambiente, os clubes mais saudáveis do país já trataram de dobrar a aposta pela miséria - e reduzir a grandeza de suas instituições, nascidas para a prática de esportes, não para o lobby infantil. Se Leila e BAP cuidassem desses clubes dessa forma em seus primeiros anos de vida, eles não teriam virado os gigantes que viraram. Seriam clubes menores. Deram a letra, ambos: preferem isso aí, são sócios nesse jogo, escolheram juntos medir forças na lama, na acusação barata, no factoide, na pressão. Enquanto outros clubes, tão grandes quanto, mal respiram entre dívidas, juros, impeachments, transferbans, estes dois sentam na cadeira do maquinista da locomotiva, mas optam por dirigir um submarino (quebrado), não um trem.
Para mim, a pergunta mais importante a se fazer ao olhar o futebol dos grandes clubes é: você acha que eles têm função social? A resposta guia boa parte do que vem depois. Quem acha que Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, possuem obrigação de contrapartida social, ainda que tácita, vai ver o futebol diferente de quem acha que estas instituições só precisam se preocupar com os seus próprios orçamentos e conquistas esportivas. Costuma dividir opiniões.
Sou do tipo que acha que sim, os clubes precisam se manter conectados com o seu entorno, bairro, região, ou então se tornam menores, quase pequenos. Teto nas enchentes, abrigo nos invernos, banco escolar para seus jovens, participação em projetos educacionais por perto, ingressos populares, sede para vacinação, local para receber doação de roupas e comida, espaço para debate com quem pensa a região. São inúmeras as formas de um clube grande ser de fato grande e participar da vida da cidade.
O Cruz da Esperança, bem como seus outros cinco vizinhos de terreno, é um exemplo máximo. Sendo amador, nunca negou espaço para, tendo o futebol como fio condutor, promover o samba, a religião, a cultura, o encontro. Sempre na medida do possível com a grana que é pouca, nunca com a mesquinharia dos milionários. A história do Cruz da Esperança é constituinte do futebol paulistano tão quanto nossos amados quadros de Itaquera, Pompeia e Morumbi. Hoje, como ato consequente de um governo militar que deu, anos atrás, a ideia de se apropriar de tudo que se parecesse com lugar de encontro de preto, de pobre, de gente de paz, foi derrubado o Cruz, uma vida que, desde a década de 50, não foi suficiente para ser preservada.
Foram alguns anos jogando no campo ao lado, do Baruel. Meu último jogo no Cruz, contra os veteranos da Gaviões da Fiel, teve o Dentinho, ele mesmo, apitando um pênalti absurdo no fim do jogo, pouco parcial, coisa da várzea. Reclamei no apito final, "se dê o respeito, Dentinho", ele me empurrou, bate-boca, depois nos abraçamos, "Você me conhece há 15 anos, porra", tudo certo. Um pouco depois fui a um samba lá. Começou 23h, foi a noite toda, porções incríveis de calabresa, batata, foi a escolha mais certeira que pude dar a uma forasteira que queria conhecer um bom lugar na cidade sem carro de polícia por perto. Acontecia muita vida, a mais sincera e simples que conheci, e também a menos opressiva, naquele lugar.
Já sabia que um dia, breve, chegaria o despejo com os tratores. Nos sobram clubes que, embora devam, juntos, bilhões de Reais, também faturam o suficiente para poderem fazer os acordos que o Cruz da Esperança não conseguiu. Estes clubes tinham muito o que aprender com o Cruz da Esperança. Mas hoje já tem jogo, ninguém vai chorar.
Beyond his incredible mechanical skills, what immediately stands out to me is his unwavering confidence in taking duels. He shows remarkable boldness for someone so young, especially for a kid who spent most of his free time in his room playing CS. In my opinion, that confidence likely comes from growing up in a very stable, supportive, and nurturing family environment, where he was constantly told that he was capable of achieving anything in life and was consistently uplifted and encouraged by the people closest to him.
o scaloni nem entende muito o que acontece, ele só curte o momento como o técnico do time da sessão da tarde que ganha o campeonato com um menino de oculos, uma garota disfarçada de menino e um cachorro com a camisa 9