Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.
Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.
E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.
Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.
E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.
Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.
A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.
1. You most definitely can separate Islam from Saudi Arabia, given Islam is a 1400 year old religion and Saudi Arabia is 94 years old.
2. You most definitely can separate Judaism (4000 years old) from Israel (78 years old).
3. Conflating Judaism with Israel is very antisemitic.
הדוקו החדש של יובל אברהם ורחל שור, שחושף בפירוט את המערכות שמאחורי ההרג ההמוני והמחושב של פלסטינים בעזה בידי ישראל במהלך הג׳נוסייד, זכה למחיאות כפיים שנמשכו 25 דקות (!) בפסטיבל ונציה.
היסטורי.
Lula e a institucionalidade republicana são a mesma coisa. Você olha em volta, na balbúrdia do congresso dominado pelo centrão orçamentívoro e o STF conflagrado, parece que só ele ainda diz o óbvio. Mas, por isso ele mesmo, ele precisa tomar a iniciativa de regenerar o regime, não adianta só resistir, porque as paredes estão caindo. Tem que propor um "reboot" do regime. Porque se outro lado ganhar, já sabemos que será o fim desse aí. Será um "regime forte", como se dizia antigamente, e pior ainda, pilotado por essa praga egípcia que é a família Bolsonaro.
André Mendonça é um golpista.
O que ele fez hoje é prova cabal de que não se pode dar à família Bolsonaro o direito de escolher mais nenhum ministro sequer para o STF.
Tenho minhas questões com o Lula e com Alexandre de Moraes (que é outro que deveria estar fora), mas nada, nada, pode ser pior que entregar o Estado Brasileiro nas mãos de gente como Mendonça. O que aconteceu hoje foi o estrago que um ministro indicado pelos Bolsonaro fez. Imaginem o estrago que mais três ou quatro farão...
Se Flávio vence e indica mais 4, são 6/11 ministros do STF sob o poder dos Bolsonaro. É a maioria da Suprema Corte do país.
Loucura. Insanidade. Absurdo. Não dá.
🚨Haaretz exposé: Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu received an explicit warning from UAE President bin Zayed days before October 7. He didn't brief Israel's security chiefs. @shlomieldar
🔗Link to full exposé in bio
Photos: Haim Goldberg/Flash90, Khalil Hamra/AP, Mandel Ngan/AFP. Editing: Masha Tzur
Uma cultura pode ser admirada enquanto o povo que a produz é tratado como ameaça. Essa contradição aparece de forma quase didática quando tradições árabes circulam normalmente em celebrações israelenses, ao mesmo tempo em que casamentos de cidadãos árabes são submetidos a operações policiais, detenções e humilhações públicas — episódios que o próprio Itamar Ben-Gvir transformou em propaganda política. O problema nunca foi a música, a festa ou o costume: é quem tem o direito de vivê-los com dignidade.
Gal Gadot: "It's crazy what people think about israel. They think we're like riding camels and everything is deserts and people walk around with M16 which is not the case whatsoever."
Israelis have no culture that they're even stealing stereotypes about arabs now.
Discutir política de Minas Gerais com quem não é de Minas Gerais é sempre um desafio porque, honestamente, tenho a impressão de que quem não é daqui não faz ideia do quanto o estado está entrelaçado à mineração.
Entender que Minas tem na mineração sua principal atividade econômica, política e cultural é uma coisa. Compreender o quanto a mineração comanda o dia a dia mineiro é outra. Existem cidades aqui em que mais de 97% da economia depende da atividade, o que significa que a gente nunca pode, de fato, parar a mineração. Não existe Minas Gerais sem mineração.
Tudo que acontece aqui passa pela mineração, e o problema é que, no Brasil, na maioria das vezes em que algo passa pela mineração, você encontra maracutaia, corrupção e tentativa de crime.
A corrupção em outros setores costuma ter consequências indiretas ou diluíveis. Na mineração, elas são estrondosas e sangrentas, porque uma turma decidiu ganhar em cima de minério e outra turma morre afogada em lama tóxica.
Minas Gerais tem problemas seríssimos, e nenhum deles é tão sério quanto a corrupção na mineração e o que essa corrupção produz. Por isso os apontamentos do vídeo são gravíssimos. Quem não entendeu o peso de uma ação como a que o vídeo atribui ao Nikolas Ferreira está muito longe de entender qualquer coisa sobre o estado.