O futebol é o esporte mais bonito já inventado. E pelos motivos mais loucos.
Em primeiro e mais importante lugar, porque decidiu contrariar o corpo humano.
Parece exagero, mas não é. A nossa espécie passou milênios se gabando das mãos. Polegar opositor, ferramenta, escrita, espada, bisturi, controle remoto, celular. Quase tudo o que fazemos bem passa por elas. A mão é a arrogância anatômica do ser humano.
O futebol olhou para isso e disse que não.
No futebol, a parte mais habilidosa do corpo é quase proibida. As mãos ficam ali, inúteis, penduradas, como se fossem um acessório constrangedor. Só um sujeito pode usá-las, justamente aquele colocado para impedir a alegria dos outros. O resto precisa resolver a vida com os pés, com a cabeça, com o peito, com o ombro, com o improviso e com uma dose generosa de erro.
Isso muda tudo.
Com as mãos, o corpo obedece. Basta ver um jogo de basquete para entender. A bola parece extensão natural do atleta. Ela vai, volta, quica, gira, entra. Há beleza nisso, claro. Mas há também uma certa obediência do mundo. A mão manda e a bola aceita.
Com os pés, a bola negocia.
Ela escapa meio metro. Ela bate na canela. Ela quica no gramado ruim. Ela trai o craque e humilha o perna de pau. Ela transforma um domínio simples em pequena tragédia. Ela permite que um passe fácil vire lateral e que um chute torto entre no ângulo.
Essa é uma parte enorme da graça. O futebol é difícil porque é jogado contra a própria anatomia. Um drible perfeito vale mais porque não deveria ser tão limpo. Um lançamento de quarenta metros vale mais porque saiu de uma parte do corpo que, em tese, foi feita para caminhar. Uma bicicleta vale mais porque desafia a física, o bom senso e a lombar.
Com as mãos, muita coisa parece possível. Com os pés, quase tudo parece improvável. O futebol nasce desse quase.
O segundo motivo é igualmente insano. O futebol é o único esporte em que tudo foi pensado para ter o mínimo possível de pontos ou gols. Foi desenhado para torná-lo raro.
O impedimento existe para atrapalhar o gol. O goleiro existe para atrapalhar o gol. A defesa existe para transformar o caminho até a rede em um labirinto de pernas, faltas, desvios, tropeços e gritos de “sobe”.
Sem goleiro e sem impedimento, o futebol seria outra coisa. Talvez um esporte de placar alto. Talvez mais palatável para quem precisa de pontuação constante para acreditar que algo está acontecendo. Mas seria menos futebol.
O futebol vive da espera.
Boa parte da partida é feita de aproximações. Um passe que não entra. Um cruzamento alto demais. Um atacante que sai um segundo antes. Uma bola na trave. Uma defesa impossível. O jogo vai acumulando tensão. A torcida sabe que o gol pode não vir. E justamente por isso, quando vem, ele rasga tudo.
O gol não é apenas um ponto. É uma explosão, uma libertação de toda a tensão acumulada.
É gente abraçando desconhecido. É pai lembrando do filho. É filho lembrando do pai. É cerveja voando e todos achando razoável. É arquibancada virando corpo coletivo por alguns segundos. Ninguém comemora uma cesta de três pontos como comemora um gol aos 43 do segundo tempo. Não há equivalência possível. O gol é raro demais para ser tratado com educação.
Por isso o futebol incomoda tanto aqueles que se acostumaram a muitos pontos. Ele não entrega recompensa em intervalos regulares. Ele não promete justiça proporcional. Um time pode ter a bola o jogo inteiro, criar quinze chances, chutar na trave, obrigar o goleiro adversário a fazer a melhor partida da carreira e perder de um a zero em um escanteio mal defendido.
Isso não é falha do futebol.
É futebol.
A retranca pode ser feia, mas pode funcionar. A posse de bola pode ser elegante, mas nem sempre resolve. O time inferior pode se fechar, sofrer, gastar tempo, buscar uma falta lateral e achar um gol chorado no fim. O empate pode ser grande resultado. O zero a zero pode ser uma operação de sobrevivência.
Resto em
https://t.co/6EHvIYqILP
Ivory Coast v Norway is the World Cup Round of 32 match that best shows the absurdity of the Mercator Projection.
Despite Norway being shown on most maps as far larger than Ivory Coast, the two countries are actually almost identically sized. Ivory Coast is 322,463 km², and Norway: 323,802 km².
Stay tuned for more cutting-edge, geography-based World Cup analysis.
Minha (grande) hist��ria da Copa - 6
Messi quebrou recordes.
Mbappé marcou duas vezes.
Haaland comandou uma vitória cinematográfica da Noruega.
As redes sociais estão cheias de números, estatísticas e homenagens.
Os veículos do mundo inteiro reverenciam Messi, que tem o super poder de transformar o improvável em rotina.
E com razão.
Mas a história que trago dessa rodada de gênios não fala de gols.
Fala de um pai que morreu no caminho.
Bambali é um vilarejo de cerca de dois mil habitantes no sul do Senegal. Durante décadas, não tinha hospital. Quando alguém adoecia com gravidade, precisava ser transportado para outra cidade. Nem sempre chegava a tempo.
Foi assim que Sadio Mané perdeu o pai.
A irmã nasceu em casa. Não havia outra opção.
Aos 15 anos, ele decidiu fugir de casa para driblar o destino.
Anos depois, contrariando as probabilidades, já milionário e consagrado nos maiores clubes do mundo, Mané voltou para Bambali.
E não foi para desfilar com carros , roupas ou joias. Foi para transformar vidas.
Ele construiu um hospital em Bambali. Com maternidade.
Depois vieram a escola, os laptops para os estudantes, a rede elétrica, o 4G, a agência dos correios, o campo sintético.
Uma renda mensal para as famílias mais pobres do vilarejo.
Não era caridade.
Era um homem entregando ao lugar de onde veio o que o lugar de onde veio nunca teve.
Há jogadores que transformam o futebol em espetáculo.
E há aqueles que usam o futebol para transformar vidas.
Capitão do Senegal, Mané arrastou seus Leões de Teranga até esta Copa. Mas Haaland e seus vikings não perdoaram.
A derrota por 3 a 2 deixou o Senegal mais distante da classificação.
O placar mostrou a derrota senegalesa.
Mas, para a comunidade de Bambali, para o Senegal e para quem enxerga o jogo além do jogo, era preciso contar outra grande história dessa rodada.
A de um homem que descobriu que a maior riqueza não está naquilo que se pode comprar. Mas naquilo que se pode devolver ao seu povo.
Pelé vs. Messi.
Vejam que interessante.
- Apenas em jogos oficiais:
🇧🇷 Pelé tem 831 jogos, com 767 gols, média de 0,92.
🇦🇷 Messi tem 1.063 jogos, com 913 gols, média de 0,86.
- Apenas em Copas:
🇧🇷 Pelé tem 14 jogos, com 12 gols, média de 0,86.
🇦🇷 Messi tem 28 jogos, com 18 gols, média de 0,64.
🛑 Agora, vamos fazer um recorte interessante. Vamos excluir os 112 gols de pênalti (sendo 5 deles em Copas do Mundo) de Messi e os 56 gols de pênalti do Pelé (nenhum em Copas do Mundo).
- Apenas em jogos oficiais:
🇧🇷 Pelé tem 831 jogos, com 711 gols, média de 0,85.
🇦🇷 Messi tem 1.063 jogos, com 801 gols, média de 0,75.
- Apenas em Copas:
🇧🇷 Pelé tem 14 jogos, com 12 gols, média de 0,86.
🇦🇷 Messi tem 28 jogos, com 13 gols, média de 0,46.
Sem os gols de pênaltis, a média geral de Messi cai de 0,86 para 0,75. A de Pelé cai de 0,92 para 0,85.
Em Copas, a de Messi cai de 0,64 para 0,46 😱.
Jamais comparem!!!
🇧🇷🇧🇷 Utilidade pública: as 21 participações em gols do Rei do Futebol - Pelé - em Copas do Mundo 🇧🇷🇧🇷
São 12 gols e 9 assistências entre as copas de 58 e 70.
Muitos golaços lindos e não tem nenhum gol de pênalti, como o Messi que tem 5.
Edição 🎬: @thiagosussekind
Algo pouco falado sobre o Pelé é que, basicamente, de 1958 a 1977 (19 anos de carreira) ele jogou quase 1400 jogos. E isso que de 1200 desses jogos foram até 1973 (15 anos de carreira)
Messi tá no 22⁰ ano de carreira e ainda não bateu o milésimo jogo
Pelé não só apanhou mais, jogou com menos tecnologia e contexto menos favoravel, como foi muito mais massacrado pela rotina de jogos. E mesmo assim, foi melhor.
This is glorious. I’ve read it 3 times already and it was only published 71 minutes ago.
Paul Howard: You’ll spend the rest of your life chasing the way your first World Cup made you feel
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A Wagyu steak rice bowl restaurant in Osaka, serving A5-grade Tataki-style Wagyu grilled over charcoal
Located near Dotonbori, queue tickets often run out within 20 minutes before opening.
This is it.
Everything learned spending millions on longevity.
From: Your Immortal Unc and Auntie.
To: Our Immortal nieces and nephews.
0. Sleep is the world's most powerful drug.
1. Be in your bed for 8 hours
2. Same bedtime every night, any time before midnight
3. Don’t eat right before bed
4. Calm foods for dinner
5. No screens 1 hour before bed
6. Avoid added sugar (be aware it’s in everything)
7. Avoid all things in an American convenience store
8. Avoid fried foods
9. Shoes off at the door
10. Eat whole foods, particularly veggies fruits nuts legumes berries
11. Walk a little after meals or air squats
12. Get your heart rate high routinely
13. Lift heavy things
14. Stretch daily
15. Water pik, floss, brush, tongue scrape, morning and night
16. Make an effort to drink water
17. Get sunlight when you wake up (UV is low)
18. Protect skin in midday sun
19. Stand up straight
20. See at least one friend once a week
21. Avoid plastic where you can (in all things)
22. Circulate air in rooms
23. When stressed, breathe, learn to calm your body
24. Go to the dentist
25. Avoid sitting for long times
26. Protect your hearing, the world is too loud
27. Alcohol is bad for you
28. Finish coffee before noon
29. Avoid bright lights after sunset
30. If obese, look into a GLP
31. Sleep in a cold room
32. Texting while driving is dangerous
33. Turn off all notifications
34. Limit social media use
35. Don’t smoke anything
36. If you struggle to sleep, read a physical book before bed
37. 1 hour before bed have a calm wind down routine: bath, read, light walk, listen to music
38. The body is a clock and loves routine. Have a daily morning and evening schedule.
39. Avoid long distance travel where you can
40. Baby steps first: incorporate new things slowly
41. Do less… most things don’t work.
Bonus points if you get your blood checked.
Start here, it will change your life.
Depois de tantos anos de música, histórias e encontros, a Rádio Eldorado, a rádio dos melhores ouvintes, encerra suas operações no dia 15 de maio.
Até lá, seguimos juntos no ar.
Obrigado pela escuta, pela companhia e por fazer parte dessa história.
obrigada, @eldoradoradio! obrigada, melhores ouvintes. viva todos os artistas que estiveram comigo durante essas 18 temporadas de “Minha Canção”. hj foi ao ar o último episódio.
e esse vídeo? Gal Costa! Elza Soares! chorei ♡
desejo força e prosperidade a todos os funcionários!
Apple paid $113 million in 2020 for secretly slowing down older iPhones to mask battery problems.
34 states sued. Apple settled.
6 years later, your iPhone still has 8 hidden settings draining the battery on purpose. Most are ON by default.
Apple's own software chief says the advice you've been following is wrong.
Here's how to fix it: