O custo social e político da ditadura, somado ao fato de que o Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade, fizeram um enorme estrago neste país.
Infelizmente essas mazelas, com uma pobreza imensa, um caos urbano e uma desigualdade planejada, impedem que o país avance.
Mas com toda certeza, nada é pior do que nosso sentimentalismo como base em políticas públicas.
Gastamos em previdência o mesmo que o Japão. Levamos 25 anos para ter uma reforma que coloque o Brasil na situação dos países que queremos copiar com o Welfare State.
Insistimos em fazer de tudo e ignoramos nossos casos de sucesso. Maltratamos a indústria com uma estrutura tributária (herança da ditadura), que pune o Valor Agregado. E acreditamos que subsídios vão compensar.
ADEUS, TAXADOR GERAL DA REPÚBLICA
Há uma figura recorrente na dramaturgia progressista brasileira que merece estudo clínico: o ministro das causas justas, aquele que chega ao poder com a liturgia redistributiva na ponta da língua e parte, alguns anos depois, deixando o privilegiado intacto e a classe média com a conta.
Fernando Haddad, na Fazenda, foi uma versão bem-acabada do tipo.
Entrou com o rentista no banco dos réus, com o rico na mira, com o pobre no centro simbólico do orçamento. A plateia aplaudiu nas universidades e nas redações. O resultado foi a realidade, que tem esse péssimo hábito de não se deixar substituir por narrativa. O alto funcionalismo seguiu intacto, esse estamento que o Estado brasileiro reproduz com a mesma generosidade com que produz decretos e maracutaias. Os grandes subsídios permaneceram de pé, a indústria protegida conservou sua proteção, e o Andar de Cima manteve o elevador privativo que a retórica prometia demolir sem sequer ter tirado o casaco.
A revolução fiscal, grosso modo, chegou pelo pacote da Shein. A Taxa das Blusinhas foi o símbolo do período e, é justo reconhecer, o mais honesto: um Estado que não cortou um único privilégio constituído, não simplificou um único tributo e não produziu nenhuma prosperidade sustentável, mas encontrou energia e criatividade para perseguir a pequena alegria de quem compra barato porque ganha pouco. Há nisso uma coerência. Só não é a prometida.
O arcabouço fiscal foi vendido como responsabilidade e entregou arrecadação permanente com embalagem de austeridade. A reforma tributária prometeu acabar com o manicômio fiscal brasileiro e inaugurou outro, agora com comitê gestor, regimes especiais para os setores politicamente convenientes, exceções negociadas nos corredores, transições que prometem eternizar-se e a engenharia nacional habitual de transformar qualquer projeto de simplicidade num labirinto ainda mais impenetrável.
Haddad sai como entrou na vida pública, caro leitor. Cercado de explicações sofisticadas para resultados medíocres, assessorado por economistas que garantem ao leigo que o que parece falha é incompreensão, que o cidadão que se sente revistado pela Receita é vítima da própria incapacidade analítica. Chamaram de problema de comunicação. Era problema de realidade.
O legado do Taxador Geral da República ficou registrado: o pobre continuou pobre, o Andar de Cima conservou o elevador privativo, e a classe média recebeu a conta com juros, imposto e discurso social. O governo prometeu enfrentar o Andar de Cima. Terminou revistando a sacola da classe média. O país, neste ponto ao menos, permanece fiel a si mesmo.
NOTA OFICIAL
Estive hoje, ao lado do deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, em audiência com o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Entregamos pessoalmente mais de 4 mil páginas de provas e o pedido formal de indiciamento de 216 pessoas envolvidas no maior esquema de fraude contra aposentados e pensionistas da história do Brasil.
Faço questão de ser muito claro com cada brasileiro que nos acompanha:
O documento entregue hoje à PGR NÃO foi protocolado como relatório oficial da CPMI. Foi protocolado como DENÚNCIA e é exatamente isso que ele é: provas, documentos, depoimentos, quebras de sigilo, rastreamento financeiro e a identificação detalhada de uma estrutura criminosa montada para roubar de quem mais precisa.
O parecer do relator foi rejeitado no plenário da comissão por uma decisão política. Não por falha técnica. Não por insuficiência probatória. Não por questionamento jurídico. Foi rejeitado porque incomodou nomes poderosos.
Provas não obedecem a partido, a placar de votação ou a conveniência de momento. Por isso estivemos hoje na PGR: para colocar, nas mãos da instituição constitucionalmente responsável, todo o acervo probatório construído em sete meses de trabalho sério. Paulo Gonet e a Procuradoria-Geral da República têm agora plena autonomia para dar continuidade às investigações com base nesse material, é isso que o Brasil espera.
Os aposentados e pensionistas lesados não pediram comissão. Pediram justiça. E é por eles que seguimos, não pelo resultado de uma votação.
Quem roubou de aposentado vai responder. Não importa o cargo. Não importa o partido. Não importa quanto tempo leve.
A nossa missão é a verdade. E ela não cabe em placar.
Seguimos firmes.
A 600 km da costa do RN, em 2018, um pesqueiro chinês passou 40 minutos tentando afundar um barco brasileiro com a tripulação dentro. O Capitão Carlos Derlando sobreviveu porque o navio era de aço.
E a história não para por aí.
550 navios estrangeiros pescam hoje na costa da América do Sul. 70% são chineses. Há 20 anos, eram menos de 200.
Trabalho semiescravo a bordo, peixe roubado, rastreador desligado por dias seguidos. Pescador brasileiro perdendo renda. País perdendo soberania.
A Marinha tem 5,7 milhões de km² pra vigiar e o orçamento caiu pela metade em 10 anos. O sistema que deveria monitorar tudo isso, o SisGAAz, foi anunciado em 2010. A primeira unidade entra em operação agora, 15 anos depois.
Defesa não é coisa de quartel. É o pescador, o peixe na mesa, o país funcionando. A gente precisa eleger gente em Brasília que enxergue isso.
@caiomrb Só esquecem de combinar com os russos de novo. É o Alcolumbre que continua incluindo ou não, indicações, projetos, requerimentos na pauta de votação. Ficou claro ou quer que desenhe?
Imagina vc entrar para os livros de história por 3 episódios marcantes:
1 - Tentou livrar um ex-presidente da República da cadeia agindo como mobotoy de luxo e o Brasil todo tentando descobrir quem era Bessias, até entender que a Dilma estava gripada.
2 - Criar e presidir um Ministério da Verdade que pratica censura contra cidadãos e jornalistas.
3 - Quebrar o jejum de 130 anos que o Senado não barrava uma indicação de um ministro do STF.
É pra abandonar tudo e virar Uber.
@CECLynch Nem dinheiro compra mais os parlamentares. O rumor das ruas chegou aos ouvidos e ninguém quer perder a eleição. E as falas raivosas do Lula pra sua plateia de cães vira latas incomoda cada vez mais. Viva as redes.
A Internet propriamente dita está mais segura sem Messias no STF com sua visão intervencionista do Marco Civil da Internet e sua procuradoria de censura online a brasileiros. Obrigado Senado Federal pela decisão e obrigado @FSU_BR pela campanha informativa.
Meua migo:
- Em 2023, a despesa total do governo geral brasileiro alcançou 45,3% do PIB, um patamar superior ao das economias avançadas (42,9%) e substancialmente acima da média das economias emergentes (34,3%)
- O governo geral brasileiro apresenta despesas superiores à média internacional na função Ordem Pública e Segurança, explicadas, sobretudo, pelos gastos com Tribunais de Justiça
- Em Educação, a despesa do Brasil, correspondente a 4,9% do PIB, superou a média dos países selecionados, que foi de 4,6% do PIB
- Por outro lado, em Saúde, Proteção Ambiental, Defesa e Lazer, Cultura e Religião, os gastos brasileiros permanecem abaixo da média internacional
- Por fim, na comparação internacional, destaca-se a função Assuntos Econômicos, na qual a despesa do Brasil é consideravelmente inferior à média global, explicada, em grande parte, pelo baixo nível de investimentos em Transportes