You want to know what actual free speech looks like in the American context?
Edward Snowden told the truth about what the government was doing to its own citizens.
He is in exile.
Chelsea Manning told the truth about what the military was doing in Iraq, including footage of a helicopter crew killing journalists and laughing.
She was imprisoned.
Julian Assange published documents showing the gap between what Western governments said and what they did.
He spent years in an embassy and then a prison, and the country that lectures the world about press freedom led the effort to destroy him.
Meanwhile the people who lied about weapons of mass destruction and launched a war that killed hundreds of thousands:
They are on the speaking circuit.
They are on television as analysts.
They have libraries named after them.
This is not a paradox. This is the system working correctly.
Free speech, in the empire's operating definition, means you can say anything that doesn't threaten the machine.
The moment the speech has real consequences for real power:
You discover exactly how free it is.
O medo molda a forma como vivemos a cidade.
Na coluna desta semana, Vitor Meira França parte de experiências cotidianas em São Paulo para discutir como o enclausuramento em bolhas de segurança pode distorcer nossa percepção sobre os espaços urbanos.
A violência é um problema real nas cidades brasileiras. Mas quando a resposta é apenas muros, condomínios fechados, shoppings e afastamento das ruas, a cidade pode se tornar ainda mais vazia, menos diversa e mais ameaçadora.
Leia a coluna “Medo que dá medo do medo que dá”, de Vitor Meira França, no site do Caos Planejado.
https://t.co/wH7m1TTNPH
Acompanho com preocupação as notícias sobre a tentativa de aquisição da Mineração Serra Verde por uma empresa dos EUA. Apoio a iniciativa do governo @LulaOficial de impedir essa venda.
Terras raras são estratégicas para a transição energética, para sistemas de defesa, para a indústria de alta tecnologia e para a soberania nacional. Além disso, o país já tem muito conhecimento acumulado nesta área, desde o início da década de 1950, incluindo iniciativas de processamento para obter óxidos de alta pureza, por exemplo, no CETEM, e para chegar a produtos finais, como o projeto MAGBRAS. Por isso, não se justifica a venda da única mineradora de terras raras nas Américas para uma empresa estrangeira. É essencial desenvolver no país toda a capacidade necessária, indo do minério ao produto final, como fizemos com o urânio.
Por isso, é urgente que o @SenadoFederal aprove o marco regulatório dos minerais estratégicos, já aprovado pela Câmara.
Um exemplo de meia verdade. Tarcísio diz que "nos últimos três anos, São Paulo registrou R$ 27 bilhões em superávit primário" (quando as receitas superam as despesas, sem contar os juros da dívida). Verdade. Entretanto, ao incluir todas as despesas, a gestão Tarcísio registrou média negativa nos últimos anos e um déficit de R$ 12,2 bilhões em 2025. O gestor mais amado da Faria Lima está devendo.
“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.”
Gonçalves Dias
Eine Gesellschaft, die einen Achtzigjährigen zwingt, ein Smartphone zu benutzen, um grundlegende Rechte wahrzunehmen, ist keine moderne Gesellschaft. Sie ist eine Gesellschaft, die beschlossen hat, ihre eigenen Älteren im Stich zu lassen.
Bis 2026 wird alles zu einer App, einem Code, einem Portal, einem Chatbot geworden sein. Doch genau die Menschen, die dieses Land mit ihren eigenen Händen aufgebaut haben, sind nun in ihren eigenen vier Wänden Analphabeten.
Wenn man für die Vereinbarung eines Arzttermins oder das Bezahlen einer Rechnung die Hilfe eines Sohnes oder einer Enkelin benötigt – sofern es überhaupt welche gibt –, dann hat das System versagt.
Das ist keine Innovation. Das ist Ausgrenzung.
Technologie sollte den Menschen dienen, nicht darüber entscheiden, wem Würde zusteht.
Wenn wir diejenigen, die vor uns da waren, im Stich lassen, entwickeln wir uns nicht weiter. Wir werden lediglich bequemer und egoistischer.
Do terraço no sétimo andar do edifício Henrique, o professor de música Sérgio Solimando, 61, observa a escavadeira removendo o que sobrou de imóveis no terreno atrás do prédio onde mora desde 2009 no bairro Campos Elíseos.
São as primeiras demolições determinadas pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a construção da futura sede do governo estadual.
Leia mais na #Folha: https://t.co/FzDnXcPIaz
Meu post anterior sobre a polêmica da declaração patrimonial de Erika Hilton ficou grande e pouco claro. Muita gente não leu. Por não ler, não entendeu. Vou ser mais objetivo nesse.
Qual é o meu ponto? Não, não é tão estranho assim Erika ter declarado apenas R$ 15 mil em bens, mesmo estando hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil. Isso, por si só, não autoriza qualquer insinuação de desonestidade.
Revela outra coisa, tão grave quanto: um padrão de consumo absolutamente condenável em nossa sociedade e que não deveria ser reproduzido por referências do campo progressista.
Explico.
O padrão de consumo que ela exibe, com bens de luxo exclusivos, é típico de uma elite composta por multimilionários. Bolsas caríssimas, roupas, acessórios e tudo o mais. Mesmo alguém como Erika, hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil, teria dificuldade para sustentar regularmente um padrão voltado para uma fração ainda mais restrita do topo.
Em alguns casos, as roupas, bolsas e acessórios usados por ela em um único dia de “trabalho” custam mais do que milhões de famílias conseguem juntar depois de uma vida inteira de trabalho para comprar ou simplesmente dar entrada numa casinha e ter um teto para viver.
Aliás, na boa: cabe à esquerda naturalizar e promover marcas que existem justamente para produzir distinção de classe?
Porque esse é um ponto importante. Erika não apenas consome e exibe esses artigos de luxo exclusivos. Ela prestigia e promove publicamente esse universo e essas marcas, cujo negócio depende precisamente da exclusão.
São empresas que vendem para o 0,01% produtos cujo preço proibitivo faz parte da própria mercadoria. Uma bolsa de dezenas ou centenas de milhares de reais vale socialmente porque quase ninguém pode tê-la. A exclusão é parte do produto. O privilégio é parte do produto. A desigualdade é parte do produto.
O que se compra ali é também o direito de ostentar diante dos outros que se pertence a um mundo do qual quase toda a humanidade está excluída.
É difícil imaginar símbolo mais grotesco de uma sociedade dividida em classes: milhões trabalham a vida inteira tentando juntar dinheiro para uma casa, enquanto uma pequena elite carrega no braço (ou coloca alguma trabalhadora para carregar), numa única bolsa, o equivalente ao patrimônio que essas famílias talvez jamais consigam construir.
Essas marcas fazem da desigualdade extrema uma estética. Transformam concentração brutal de riqueza em elegância, exclusão em prestígio e privilégio em mérito. São vitrines de uma sociedade profundamente injusta, na qual o luxo obsceno de uma minoria só pode existir sobre um mundo marcado pela privação de bilhões.
Cabe à esquerda prestigiar isso?
E há um episódio que, para mim, torna essa discussão ainda mais séria.
Em maio de 2023, Erika participou, em São Paulo, da comemoração dos dez anos de uma dessas marcas de luxo, a Bottega Veneta no Brasil, justamente no dia em que a Câmara dos Deputados votava a urgência do Marco Temporal, uma das pautas mais importantes para os povos indígenas naquele momento. Aliás, uma das lutas mais importantes da história do parlamento.
Erika não participou daquela votação.
É legítimo perguntar que tipo de prioridade política está sendo construída quando uma parlamentar da esquerda falta a uma votação dessa dimensão no mesmo dia em que prestigia publicamente uma das maiores marcas de luxo do mundo.
Se a esquerda passa a tratar esse padrão de consumo como referência de sucesso, prestígio, estilo ou emancipação, acaba ajudando a legitimar uma das formas mais explícitas de ostentação da desigualdade.
Nosso papel deveria caminhar no sentido contrário. Diante da ostentação, mostrar a desigualdade que a tornou possível. Diante de uma bolsa que custa o que uma família pobre não consegue acumular em décadas, explicar a brutalidade de uma sociedade que concentra tanto nas mãos de tão poucos.
Diante do luxo obsceno, expor a podridão de um sistema que transforma essa distância social monstruosa em objeto de desejo.
Por fim, é completamente descolado da realidade ver gente de esquerda tratando alguém que há anos está entre os 0,3% de maior renda do país como se continuasse sendo “pobrezinha” porque veio de baixo.
Ter vindo de baixo é parte da trajetória de uma pessoa. Não define eternamente sua posição econômica e social.
Erika recebeu para lá de R$ 2 milhões em remunerações parlamentares ao longo desses anos. Considerando apenas seus subsídios como vereadora e depois como deputada federal, estamos falando de uma renda absolutamente excepcional para os padrões brasileiros.
Para termos dimensão do abismo, o que ela ganhou em 6 anos corresponde a quase 100 anos de salário mínimo, contando 13º. Quase um século de trabalho de quem está na base da pirâmide.
É desse abismo social que estamos falando.
E justamente por isso é tão estranho ver parte da esquerda considerar ofensivo discutir o consumo conspícuo, predatório e exclusivíssimo de marcas de luxo, enquanto considera perfeitamente normal transformar os símbolos mais ostensivos desse mesmo abismo social em referência de sucesso e até de emancipação de minorias.
Emancipação não pode significar conquistar o direito individual de ocupar o lugar reservado aos ricos na estrutura da desigualdade. Para a esquerda, emancipação precisa significar enfrentar a estrutura que produz esses lugares, essas hierarquias e essa desigualdade obscena.
"Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, governam minha vida: o desejo imenso de amar, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade."
(Bertrand Russel)